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Subdiretora da DGPC também está entre visados de buscas à PCM

Catarina Romão Gonçalves, que durante vários anos foi secretária-geral adjunta da PCM, também será uma das visadas na investigação que hoje levou às buscas naquela entidade.

Subdiretora da DGPC também está entre visados de buscas à PCM
Notícias ao Minuto

23:36 - 29/09/22 por Notícias ao Minuto

País Buscas

A subdiretora-geral da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), Catarina Romão Gonçalves, também é uma das visadas nas buscas levadas a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), esta quinta-feira, na Presidência do Conselho de Ministros (PCM), avança a CNN Portugal.

Segundo a estação, além do secretário-geral da Presidência do Conselho de Ministros, David Xavier, as buscas visaram outros elementos daquela entidade, nomeadamente Catarina Romão Gonçalves, que ocupou o cargo de secretária-geral Adjunta da PCM, entre março de 2013 e agosto de 2022, mês em que foi nomeada subdiretora-geral do Património Cultural.

Catarina Romão Gonçalves chegou mesmo a assumir funções de secretária-geral da PCM em regime de suplência, entre 2016 e 2017. 

Além disso, a PJ estará ainda a investigar um contabilista ligado à secretaria-geral da PCM, bem como outro suspeito com ligações à empresária Manuela Couto que, segundo a CNN Portugal, é suspeita de corrupção ativa neste caso.

Sublinhe-se que Manuela Couto, arguida noutros dois processos de corrupção - operações Éter e Teia - é ex-mulher de Joaquim Couto, antigo presidente da Câmara de Santo Tirso, também detido em 2019 por corrupção.  

As buscas realizadas à Presidência do Conselho de Ministros no dia de hoje surgiram na sequência destes processos, especificamente da operação Teia, tendo a PJ encontrado ligações entre Manuela Couto e David Xavier. A informação foi avançada pela CNN, mas também confirmada a outros jornais.

"Trata-se de uma certidão da Operação Teia", confirmou uma fonte próxima do processo ao Expresso, que adiantou que a casa de Manuela Couto também foi alvo de buscas da PJ esta quinta-feira. 

Em causa está um contrato entre a WGC, empresa já extinta, e a PCM. 

Recorde-se que estão a ser investigados os crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio e falsificação de documento, segundo revelou hoje o Ministério Público (MP).

De acordo com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estão em causa "factos relacionados com a adjudicação, através de ajuste direto, de contrato de prestação de serviços celebrado entre organismos da administração pública e sociedade comercial".

As buscas decorreram nas regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga e incidiram sobre "sociedades comerciais, empresas de contabilidade, residências particulares e organismos de administração pública".

A investigação é conduzida pelo DCIAP, a estrutura do MP que investiga a criminalidade económico-financeira organizada mais grave e complexa, contando com o apoio da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Tal como começou por avançar a CNN, o alvo da operação, David Xavier, é suspeito de obter benefícios fiscais, "através de subornos", na aquisição de sistemas informáticos para o Estado a uma empresa do norte do país

Em conferência de imprensa, André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, referiu que David Xavier se irá manter em funções até dispor de factos que alterem a sua avaliação.

Leia Também: Costa diz que soube de buscas na PCM pela Comunicação Social

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