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Alto Minho e Galiza exigem a Portugal e Espanha melhoria de estrada

 O presidente da Câmara de Ponte da Barca espera que na Cimeira Ibérica de outubro os governos de Portugal e Espanha decidam avançar com a requalificação dos 60 quilómetros da estrada que liga o Alto Minho a Ourense.

Alto Minho e Galiza exigem a Portugal e Espanha melhoria de estrada
Notícias ao Minuto

15:20 - 22/09/22 por Lusa

País Estradas

"Que analisem e tomem decisões, que avancem com essa intervenção, isso é o que nós estamos à espera. O trabalho de reflexão das necessidades já foi feito. O que é importante avançar para a execução", afirmou hoje o presidente da Câmara de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.

Em declarações à agência Lusa, o social-democrata Augusto Marinho adiantou que o manifesto a exigir a execução da beneficiação da estrada, assinado em agosto pelos autarcas do Alto Minho e Galiza, "foi enviado ao primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e ao presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, mas ainda sem resposta".

Em causa está e estrada que liga o Itinerário Complementar 28 (IC28) à fronteira da Madalena e a Ourense, na Galiza, com uma extensão de cerca de 60 quilómetros.

A beneficiação do troço português daquela via, com cerca de 30 quilómetros, está estimada em 15 milhões de euros e é reivindicada há mais de uma década. Construída nos anos 80, e por onde passam, por dia, "mais de quatro mil viaturas", a estrada é "muito sinuosa e perigosa".

Augusto Marinho adiantou que os municípios que assinaram aquela carta, numa cerimónia realizada junto à fronteira da Madalena, no Lindoso, concelho de Ponte da Barca, irão "articular as medidas e ações a desenvolver", aproveitando o facto da Cimeira Ibérica decorrer, em Viana do Castelo, em outubro.

"O importante é que este assunto esteja em cima, de modo a podermos fazer esta intervenção extremamente necessária e urgente. Esta é a oportunidade de os dois governos se sentarem, já que estão no distrito, e falarem de investimentos entre os dois lados. Neste caso, é uma via com intervenção do lado português e do lado e do lado espanhol", afirmou.

O autarca disse que, antes da reunião entre os governos dos dois países, os autarcas do Alto Minho e da Galiza vão reunir-se "para ver o que fazer".

"O nós fizemos foi muito pertinente. Foi colocar este tema na agenda política. Ele será ainda mais visível, atendendo a que a Cimeira Ibérica se realiza em Viana do Castelo e, portanto, é uma necessidade muito próxima", rematou.

Em agosto, os autarcas que subscreveram a missiva exigiram aos governos a concretização daquela obra "com brevidade, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência ou através de instrumentos de financiamento no contexto da cooperação transfronteiriça".

"Esta ligação tem um impacto em toda a região Norte, por ser a porta de entrada para a província de Ourense, pela sua proximidade à autoestrada espanhola A52 e alta velocidade (AVE). É a partir destas importantes infraestruturas que conseguimos estar no centro de Espanha, em Madrid, mas também no centro da Europa, reforçando a competitividade deste território", referiu, na altura, Augusto Marinho.

Segundo o autarca, "a beneficiação desta [estrada] está inscrita no Plano Rodoviário Nacional (PRN), definida como prioritária, bem como no plano de investimentos conjuntos da eurorregião Norte de Portugal/Galiza", destacou.

Na ocasião o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, apontou a próxima Cimeira Ibérica como a "oportunidade de ouro" para os dois governos "fazerem justiça ao povo e ao território, justiça a uma região que quer efetivamente ter coesão política, coesão económica e coesão social".

Hoje contactado pela Lusa, o social-democrata disse que aquele manifesto foi também enviado para os Ministérios das Infraestruturas e Habitação, da Coesão Territorial, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e para Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Norte de Portugal e Galiza.

"Em breve queremos começar a obter 'feedback' sobre a nossa posição", referiu João Manuel Esteves.

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