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Encontrados indícios de crime no acolhimento de refugiados em Setúbal

Relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) foi enviado diretamente para o Ministério Público, por suspeita de crimes praticados tanto pelo casal de russos que acolheu os refugiados, como pela autarquia.

Encontrados indícios de crime no acolhimento de refugiados em Setúbal

A Inspeção-Geral das Finanças (IGF) encontrou indícios de crime no caso do acolhimento dos refugiados ucranianos em Setúbal.

Segundo escreve o Expresso esta sexta-feira, a Inspeção-Geral das Finanças redigiu dois relatórios sobre o caso, sendo que um deles foi enviado para o Ministério Público (MP) por terem sido encontradas suspeitas de crime. Os indícios recaem sobre o casal russo que acolhia os refugiados ucranianos através da Associação de Imigrantes dos Países de Leste (Edinstvo) e também sobre a câmara de Setúbal.

Na semana passada, foi conhecida a decisão do Governo de mandar arquivar um dos inquéritos abertos ao caso.

Em causa está a possibilidade de vio­lação da Lei da Proteção de Dados Pessoais, mas também a eventualidade de abuso de poder cometido pela autarquia, que há décadas mantinha um contrato por ajuste direto com aquela associação, garante o mesmo jornal, que diz ainda que se o Ministério Público der seguimento à investigação, o caso pode envolver tanto o atual como a ex-presidente da câmara.

Numa nota enviada ao Expresso, o Ministério da Coesão Territorial confirmou que “o trabalho da IGF resultou em dois níveis”, nomeadamente com um primeiro “inquérito, concluído em junho, cujo resultado foi encaminhado pela ministra para a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e para o Ministério Público”, confirmando ainda que está a “decorrer um inquérito judi­cial” sobre a matéria e que se encontra “em segredo de justiça”.

No primeiro relatório, os inspetores das Finanças denunciam que a receção aos refugiados ucranianos tinha sido feita - em instalações da câmara - por Igor Kashin, o cidadão russo com fortes ligações à embaixada em Lisboa, que, na altura, já não era responsável pela associação Edinstvo. Os inspetores também anotaram como ‘irregular’ o facto de Igor Kashin ter feito cópias dos processos de alguns dos ucranianos acolhidos em Setúbal.

No mesmo relatório inicial da IGF há ainda “erros” e outras “irregularidades” detetadas, mas que envolvem a forma como a autarquia, durante décadas, contratualizou serviços com a Edinstvo.

O semanário Expresso noticiou em 29 de abril que ucranianos foram recebidos na Câmara de Setúbal por russos simpatizantes do regime de Vladimir Putin, que fotocopiaram documentos dos refugiados da guerra iniciada em 24 de fevereiro com a invasão militar russa da Ucrânia.

Pelo menos 160 refugiados ucranianos já teriam sido recebidos pelo russo Igor Khashin, membro da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo) e antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e pela mulher, Yulia Khashin, funcionária do município.

Leia Também: Visita de Guterres "é regresso do estatuto que ONU já devia ter assumido"

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