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Costa em Vila de Rei com alertas sobre incêndios em terrenos abandonados

O primeiro-ministro estará hoje em Vila de Rei, um dos concelhos com maior mancha florestal do país, para alertar em relação ao risco de incêndios nos terrenos abandonados e para acentuar a importância da informação cadastral.

Costa em Vila de Rei com alertas sobre incêndios em terrenos abandonados

Na Câmara Municipal de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, António Costa vai participar a partir das 10:00 numa sessão de apresentação de balanço do Sistema de Informação Cadastral Simplificado e do projeto Balcão Único do Prédio (BUPi), numa semana em que se preveem temperaturas muito altas e um elevado risco de fogos em quase todo o território continental.

Nesta sessão, segundo fonte do executivo, o primeiro-ministro aproveitará para destacar "a importância do cadastro de terrenos, deixando em paralelo alertas sobre os riscos inerentes aos terrenos abandonados".

"O abandono da propriedade e a sua não gestão é um dos maiores fatores de risco de incêndios florestais, e a ausência de informação de cadastro é um problema para o qual os governos tentaram dar resposta logo após os incêndios de 2017", refere a mesma fonte.

Em agosto de 2017, o Governo criou o Sistema de Informação Cadastral Simplificado e o BUPi -- um plano que arrancou com um projeto piloto aplicável na área territorial de dez municípios, oito dos quais do Pinhal Interior e dois da região norte.

Depois do projeto piloto, o Governo procurou alargar o sistema de informação cadastral simplificado a todo o território nacional.

"O objetivo foi integrar a informação de planeamento territorial, do registo predial e do cadastro, tendo em vista identificar todos os proprietários. No Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente relativa a florestas, está previsto um investimento de 55 milhões de euros no projeto", acrescentou fonte do executivo.

No domingo, o primeiro-ministro cancelou uma visita de dois dias a Moçambique para acompanhar as medidas de prevenção e de combate aos fogos, numa altura em que Portugal se encontra em situação de contingência.

Na segunda-feira, após reuniões na Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil, em Carnaxide, concelho de Oeiras, o primeiro-ministro defendeu que se registou nos últimos dias uma diminuição do número de ignições no país, mas advertiu que o risco de incêndio é elevadíssimo em quase todo o país até ao final da semana.

"O grande problema que com que o país está mesmo confrontado nos próximos dias é o elevadíssimo risco de incêndio que cobre praticamente todo o território nacional. Cobre seguramente todo o território desde o rio Minho até à Lisboa, atenuando um pouco no Alentejo, mas não no Algarve, onde há previsão de ventos fortíssimos", declarou o líder do executivo.

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