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Destacada importância de deputadas na "cooperação" Portugal-Mediterrâneo

O presidente da Assembleia da República saudou hoje a criação do Fórum de Mulheres Parlamentares da Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo, frisando a importância da perspetiva das deputadas em "todos os temas de cooperação", designadamente a igualdade de género.

Destacada importância de deputadas na "cooperação" Portugal-Mediterrâneo

Falando no encerramento da primeira sessão do Fórum das Mulheres Parlamentares, criado recentemente no âmbito da Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo (APM), Santos Silva realçou "quão importante é para Portugal o Mediterrâneo e o mundo mediterrâneo".

"Uma das melhores definições que eu conheço de Portugal é devida a um historiador português que disse esta frase muito simples: 'Portugal é a fachada atlântica do mundo mediterrâneo'. E, de facto, é isso que nós somos no lado europeu: a fachada atlântica do mundo mediterrâneo, e o Mediterrâneo para nós é um espaço natural de vizinhança e de influência", destacou.

Santos Silva -- que foi ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2015 e 2022, antes de se tornar presidente da Assembleia da República -- frisou que Portugal tem Espanha "como país imediatamente vizinho", mas, "do outro lado do mar Mediterrâneo", tem também países vizinhos no norte de África.

"Temos relações bilaterais com todos os países do norte de África, pertencemos à União para o Mediterrâneo, somos protagonistas importantes na política de vizinhança sul da União Europeia (UE), fazemos parte do diálogo 5+5, que proporciona o encontro entre os cinco países da Europa ocidental e os cincos países do norte de África, e somos também, e temos muito orgulho em sê-lo, membros observadores da Liga Árabe", elencou.

O presidente da Assembleia da República realçou ainda que o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa está estabelecido em Lisboa, acrescentando que a presença portuguesa em todos esses domínios mostra "quão importante para Portugal é o mundo mediterrâneo e as relações com todos os países mediterrâneos".

"Temos também uma ideia clara de quais são as prioridades que devem organizar a agenda de cooperação no Mediterrâneo", afirmou, antes de elencar áreas como "a educação, a formação profissional e a empregabilidade das jovens e dos jovens, as questões ligadas à mobilidade humana e à política de migrações -- migrações regulares, ordeiras e seguras --, o desenvolvimento sustentável e as infraestruturas necessárias para o desenvolvimento sustentável".

Neste aspeto da sustentabilidade, Santos Silva salientou que as "questões ligadas ao combate às alterações climáticas" são também um dos temas de cooperação entre Portugal e os países mediterrânicos, tendo em conta que o Mediterrâneo "é uma das regiões do mundo mais severamente atingida pelas alterações climáticas".

O presidente parlamentar abordou ainda a prioridade que as "questões ligadas ao empoderamento das mulheres e à igualdade de género" têm no âmbito desta cooperação, para realçar a importância da criação do Fórum das Mulheres no âmbito da APM.

Este fórum, segundo Santos Silva, é importante não para "desenhar um nicho onde mulheres parlamentares falem de problemas de mulheres".

"Mas sim porque precisamos da perspetiva, do ponto de vista das mulheres parlamentares, sobre todos os nossos temas da nossa agenda de cooperação, e um dos nossos principais temas da nossa agenda de cooperação é a paridade, a igualdade de género e a capacitação das mulheres", concluiu.

A sessão inaugural do Fórum de Mulheres Parlamentares da APM decorreu entre segunda-feira e hoje na Sala do Senado, na Assembleia da República.

Este fórum foi estabelecido em 08 março de 2021, no Dia Internacional da Mulher, tem como objetivos promover os "direitos das mulheres como direitos humanos fundamentais" ou "incentivar a participação das mulheres parlamentares no trabalho da APM".

Nesta sessão inaugural, onde foi discutida a composição, estrutura e funcionamento do Fórum, a deputada do PS Joana Lima foi eleita presidente desta nova entidade.

Leia Também: Após 'não' de Santos Silva, Chega quer pena máxima de prisão de 65 anos

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