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Conselheiro do Kremlin em Lisboa? "Não há nenhum diálogo com a Rússia"

João Gomes Cravinho sublinha que a presença da delegação russa acontece apenas no âmbito da Conferência dos Oceanos, sem qualquer diálogo paralelo com o governo português.

Conselheiro do Kremlin em Lisboa? "Não há nenhum diálogo com a Rússia"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, comentou esta sexta-feira a notícia avançada pelo jornal Expresso de que será um conselheiro de Vladimir Putin a representar a Rússia na Conferência dos Oceanos, que se realiza em Lisboa de 27 de junho a 1 de julho. De acordo com o governante, a presença da delegação russa acontece apenas no âmbito da conferência das Nações Unidas, não existindo qualquer diálogo paralelo com o governo português.

"Não há nenhum diálogo com a Rússia", garantiu João Gomes Cravinho aos jornalistas, à margem da conferência conjunta com Sviatlana Tsikhanouskaya, líder da oposição bielorrussa.

Cravinho sublinhou que "há 140 países representados na Conferência dos Oceanos" e que Portugal receberá essas 140 delegações, rejeitando qualquer conversa excecional com a representação russa. "Não temos nenhum diálogo com a Rússia", repetiu.

Recorde-se que o governante já antes havia indicado que, sendo a Conferência dos Oceanos uma conferência das Nações Unidas, envolveria a Rússia, como membro da organização. "Esta é uma Conferência das Nações Unidas, a Rússia é membro da ONU e por isso participa nesta conferência", disse.

"Portugal sempre pugnou por assegurar que tem uma parte construtiva no desenvolvimento de consensos"

A Comissão Europeia recomendou esta sexta-feira ao Conselho que seja concedido à Ucrânia o estatuto de país candidato à adesão à União Europeia (UE), emitindo parecer semelhante para a Moldova, enquanto para a Geórgia entende serem necessários mais passos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros asseverou que o relatório será estudado "durante os próximos dois ou três dias" e que, "na próxima semana, haverá condições de consolidar aquilo que é posição portuguesa".

"É sempre preciso um consenso na reunião do Conselho Europeu e Portugal sempre pugnou por assegurar que tem uma parte construtiva no desenvolvimento de consensos. Sempre dissemos que aquilo que era mais fundamental em relação à Ucrânia é manutenção da unidade europeia", disse. "A nossa postura vai ser sempre coerente com essa posição".

[Notícia atualizada às 13h53]

Leia Também: Líder da oposição bielorrussa visita Lisboa a convite de Cravinho

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