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"Europa enfrenta atitude beligerante [que viola] direito internacional"

O primeiro-ministro considerou ser "mais importante do que nunca afirmar a unidade da nossa aliança e a sua capacidade de dissuasão e de defesa integral do território de qualquer um dos países da NATO".

"Europa enfrenta atitude beligerante [que viola] direito internacional"

De visita à Roménia para a assinatura de um novo acordo de cooperação, o primeiro-ministro, António Costa, salientou que, num momento em que é travada uma guerra na Europa, “em clara violação do direito internacional”, é mais importante “do que nunca afirmar a unidade” da NATO. Sublinhou, por isso, que a “nossa fronteira de segurança começa aqui na Roménia”, assim como “em cada uma das fronteiras externas de qualquer país da NATO”.

“É para nós uma grande honra termos as forças armadas a desempenhar na Roménia a missão que nos foi atribuída pela NATO de reforço da defesa e de capacidade de dissuasão no flanco leste, num momento em que a Europa enfrenta uma atitude beligerante em clara violação do direito internacional, conduzida de uma forma bárbara através da guerra que a Rússia desencadeou contra a Ucrânia”, referiu o responsável, que falava aos jornalistas em Bucareste, ao lado do homólogo romeno, Nicolae Ciucã.

Costa considerou, por isso, ser “mais importante do que nunca afirmar a unidade da nossa aliança e a sua capacidade de dissuasão e de defesa integral do território de qualquer um dos países da NATO”, adiantando não ter a “menor das dúvidas de que a nossa fronteira de segurança começa aqui na Roménia, começa em cada uma das fronteiras externas de qualquer país da NATO”.

O primeiro-ministro foi mais longe, lançando que “a paz na Europa é uma urgência”, sendo, assim, necessário “darmos uma mensagem clara de unidade de força na capacidade de dissuasão e de que não consideraremos qualquer guerra no território da NATO, […] e desde já na Ucrânia, onde deve cessar de imediato esta guerra ilegal”.

O responsável agradeceu também à comunidade romena residente em Portugal pela “sua integração e a forma tão positiva como, ao longo das ultimas décadas, tem contribuído para o desenvolvimento do nosso próprio país”.

“Não é só a similitude de muitas das palavras que temos em comum, é também um espírito que partilhamos em conjunto, também no seio da NATO e no seio da União Europeia. Somos indiscutivelmente apoiantes da adesão da Roménia ao espaço Schengen, e que essa integração facilitará seguramente a circulação dos romenos em direção a Portugal, dos romenos residentes em Portugal na vinda ao seu país, e o intercâmbio da relação entre os nossos povos”, complementou.

Costa referiu ainda que, nas conversas que travou com Ciucã, foram identificados “vários domínios de cooperação bilateral na área económica, na área da energia”, bem como “oportunidades que os planos de recuperação e resiliência dos dois países nos oferecem para trabalharmos em conjunto”.

“Ao longo dos últimos anos, temos tido uma excelente experiência na cooperação bilateral na área da defesa, cujo melhor exemplo é seguramente o programa que desenvolvemos em conjunto na aquisição, modernização e treino dos F16, que irá continuar”, abrindo “novas perspetivas da cooperação na área militar”, rematou.

O primeiro acordo entre Portugal e a Roménia ao nível militar foi assinado em 1995 e, entre outras consequências, traduziu-se na venda pela parte portuguesa de 17 aviões F-16 à Força Aérea romena.

Recorde-se que, além das tropas nacionais na base de Caracal, no âmbito das relações bilaterais com a Roménia, Portugal contribui ainda com uma unidade de operações especiais, que se encontra na base militar de Târgu Mures, na Transilvânia, que tem prevista uma rotação entre os ramos da Marinha e do Exército e que é constituída por 20 militares, por um período de quatro meses e até um ano.

Ao final da tarde, António Costa partirá para a capital polaca, onde terá um jantar com empresários portugueses.

Leia Também: Costa visita hoje tropas na Roménia antes das etapas de Varsóvia e Kyiv

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