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Morte de adepto. Marco 'Orelhas' entrega-se às autoridades judiciárias

O homem é pai de Renato Gonçalves, de 19 anos, que foi detido há uma semana por suspeitas das agressões que resultaram na morte de um adepto do FC Porto.

Morte de adepto. Marco 'Orelhas' entrega-se às autoridades judiciárias
Notícias ao Minuto

12:54 - 16/05/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Porto

Marco 'Orelhas' Gonçalves apresentou-se, esta segunda-feira, na Polícia Judiciária  do Porto, avança a SIC Notícias. O número dois da claque dos Super Dragões foi constituído arguido por ofensa à integridade física no caso da morte de Igor Silva, o adepto que morreu durante as comemorações do título do FC Porto. Segundo fonte policial adiantou à Lusa, podem vir a ser constituídos outros arguidos no processo.

'Orelhas', como é conhecido, saiu em liberdade. No mesmo caso está envolvido o seu filho, Renato Gonçalves, detido há uma semana por suspeita de autoria das agressões que resultaram na morte do mesmo adepto, que tinha 26 anos.

O jovem de 19 anos terá confessado o crime e mostrado disponibilidade para colaborar com as autoridades.

Em declarações aos jornalistas, a advogada de 'Orelhas' disse que este se encontrava "preocupado", "acima de tudo, porque tem um filho detido". Poliana Ribeiro disse à estação que o mais recente arguido neste caso estava preparado "para colaborar com a Justiça"

Em relação aos motivos que o levaram a entregar-se às autoridades, a advogada explicou que foi devido ao "alarido" que tem sido feito à volta do caso.

"No fundo tem muito a ver com a comunicação social e com todo o alarido que tem sido feito à volta disto. É verdade que o senhor Marco nunca tinha sido notificado pelas entidades para comparecer e, portanto, resolveu fazê-lo de forma voluntária. Apresentar-se e, portanto, ver o que é que as autoridades pretendiam dele, e assim foi", explicou Poliana Rodrigues.

Renato Gonçalves ficou em prisão preventiva depois de ser presente a tribunal.

Fonte ligada à investigação explicou que nos incidentes que resultaram na morte de Igor Silva esteve em causa "uma questão pessoal, desavenças, entre a vítima, a família do arguido e o próprio arguido [Renato Gonçalves]".

A mesma fonte esclareceu que o episódio de violência "não se tratou de disputa de territórios, nem de guerras entre 'gangues' armados, nem teve a ver com futebol", acrescentando que, durante as agressões, não foram usadas armas de fogo, apenas a faca que o arguido usou para esfaquear mortalmente a vítima.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) indicava que os factos ocorreram na madrugada de domingo, 8 de maio, na cidade do Porto, "em retaliação por uma sucessão de agressões que, desde janeiro deste ano, vinham ocorrendo entre o arguido, familiares deste e a vítima".

"Na ocasião, um grupo de indivíduos, de entre os quais o arguido, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés", referia a nota.

A PJ contava ainda que, após intervenção de alguns populares, que também foram agredidos, a vítima afastou-se do local, mas viria a ser abordada pelo arguido que, "munido de uma arma branca de dimensões significativas, a atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte".

[Notícia atualizada às 15h42]

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