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Assistentes sociais em protesto exigem regulamentação da profissão

Assistentes sociais estão hoje concentrados em Lisboa para exigir a conclusão do processo de regulamentação de acesso à profissão, denunciando que há pacientes a ser apoiados por "economistas ou engenheiros" que ocupam os lugares de assistentes sociais.

Assistentes sociais em protesto exigem regulamentação da profissão
Notícias ao Minuto

15:18 - 07/12/21 por Lusa

País Assistentes Sociais

"O objetivo do protesto é que a nossa Ordem seja regulada, estamos à espera que o ministério conclua o processo e os anos vão passado", contou à Lusa Cármen Gonçalves, assistente social há duas décadas, o tempo que dura a luta pela criação de uma ordem profissional.

Hoje, Cármen é uma das manifestantes que está junto às instalações do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), na Praça de Londres, em Lisboa, para pressionar a tutela a concluir o processo.

A Ordem Profissional dos Assistentes Sociais foi aprovada no parlamento em julho de 2019, regulamentada em setembro e, em janeiro de 2020, foi criada uma comissão instaladora nomeada pelo MTSSS.

"A comissão instaladora tinha um ano para concluir o processo, mas ainda não o fez", acrescentou por seu turno Irene Fonseca, do Grupo de Assistentes Sociais em Reflexão e Ação (GASRA), também presente no protesto.

A terapeuta familiar Cármen Gonçalves trabalha na associação Meninos do Mundo e explicou à Lusa que a falta de regulamentação é prejudicial para os assistentes sociais, mas também para quem precisa da sua ajuda.

"Eu tenho trabalho, mas sabemos que há uma usurpação dos utentes que são atendidos por profissionais de outras áreas, colocando as pessoas em risco", contou à Lusa, explicando que existem serviços onde no lugar de assistentes sociais estão "todo o tipo de profissionais, desde sociólogos, a geólogos, economistas, engenheiros e enfermeiros".

Irene Fonseca salientou que "estes profissionais não reúnem as competências necessárias para o exercício de serviço social".

Além da "usurpação de funções por outros profissionais, pondo em risco o atendimento social aos cidadãos", Irene Fonseca apontou ainda para a "falta de autonomia técnica" de que são vítimas os assistentes sociais.

Por isso, cerca de uma dezena de assistentes sociais estão hoje em frente ao ministério para pressionar a tutela a concluir o processo.

Leia Também: Assistentes sociais em protesto contra atrasos na regulamentação

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