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"Temos de fazer esforço para melhorar as condições de acesso dos doentes"

António Lacerda Sales falou, esta manhã, sobre a sobrelotação nas urgências que afeta alguns hospitais: "Cerca de 40% das urgências são 'verdes' e 'azuis' e podiam perfeitamente ser observados nos centros de saúde", frisou. 

"Temos de fazer esforço para melhorar as condições de acesso dos doentes"

António Lacerda Sales versou, na manhã desta sexta-feira, sobre a sobrelotação nas urgências que afeta alguns hospitais do país, apontando que "o que temos de fazer é o esforço permanente para melhorar as condições de acesso dos nossos doentes e para melhorar as respostas a esses doentes"

E isso, na ótica do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, tem "diversas componentes". "Uma é a articulação e a integração de cuidados, nomeadamente ao nível dos cuidados primários de saúde, porque, como sabemos, cerca de 40% das urgências [nos hospitais] são 'verdes' e 'azuis' e podiam perfeitamente ser observados nos centros de saúde", frisou. 

Recusando intitulá-las de "falsas urgências", Lacerda Sales optou antes por as definir como "urgências que podiam ser observadas no centro de saúde".

Estes, acrescentou, "têm de estar preparados para dar assistência a estes doentes e depende da integração dos cuidados primários com os cuidados diferenciados e os cuidados hospitalares essa assistência prévia nos cuidados primários". Já quando é "necessário referenciar" para o hospital, então, proceder a esse encaminhamento.

O governante aproveitou ainda a declaração para referir que o "estatuto do Serviço Nacional de Saúde que ontem foi aprovado na resolução de Conselho de Ministros transforma e revoluciona aquilo que é a organização dos cuidados de saúde em Portugal", nomeadamente através de uma direção executiva "que não é mais uma camada". 

"É sim uma organização que pretende operacionalizar e coordenar esta articulação e esta integração entre os cuidados e aquilo que são as decisões da tutela e a implementação depois ao nível dos centros de saúde e dos hospitais", terminou.

Recorde-se que o novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) prevê a dedicação plena aplicada progressivamente aos médicos e a criação de uma direção executiva para a gestão do SNS. 

A dedicação plena será um "regime de aplicação sucessiva, que se inicia pelos trabalhadores médicos do SNS, numa base voluntária para alguns e numa base obrigatória para outros", adiantou ontem a ministra da Saúde, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

O Governo pretende que o novo Estatuto do SNS entre em vigor em simultâneo com o Orçamento do Estado para 2022.

[Notícia atualizada às 11h58]

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