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Insultos a Ferro Rodrigues? "A Justiça tem de ter regras"

No espaço de comentário na SIC Notícias, Francisco Louçã falou dos negacionistas, mas também do provável alívio de medidas de combate à pandemia.

Insultos a Ferro Rodrigues? "A Justiça tem de ter regras"

Francisco Louçã comentou, no habitual espaço de comentário às sextas-feiras na SIC Notícias, o fenómeno "que não é novo", mas que foi "crescendo de agressividade política": o negacionismo face à pandemia e à vacinação.

O economista referia-se às "pequenas manifestações e piquetes como o que ameaçou Ferro Rodrigues" na semana passada para sublinhar que estas "têm muito pouco peso na sociedade, mas têm uma interpretação política" e criam "uma bolha de auto-contentamento, de auto-reprodução".

Isto porque, explicou, apesar de estes movimentos não terem grande peso na sociedade, falamos de pessoas que se filmam a si próprias a terem este tipo de comportamentos e pode haver um "aproveitamento político".

"Noutros países, isso já teve significado político: levou ao ascenso e à derrota de Trump, e levou ao ascenso e, agora, ao enfraquecimento de Bolsonaro", exemplificou Louçã. "Mas é uma realidade política na construção dos discursos de ódio que vai viver connosco", realçou.

Para o fundador do Bloco de Esquerda, em situações como as que visaram o presidente da Assembleia da República, que foi insultado por dezenas de negacionistas durante o último fim de semana, em Lisboa, "a Justiça não tem de inventar nada de novo", mas "tem de ter regras".

No espaço de comentário da SIC Notícias, Francisco Louçã falou ainda do provável alívio de medidas que se avizinha, afirmando que, "em geral, o combate à pandemia foi um sucesso".

O economista sublinha que "nos podemos orgulhar" de ter uma das melhores taxas de vacinação do mundo, já que "isso contribui para uma redução muito consistente do número de pessoas internadas nos cuidados intensivos".

"Neste contexto, parece-me indispensável que se vá abrindo a sociedade", defendeu.

Ainda assim, refere, "ainda temos mil casos por dia, às vezes mais" e "há um fator de risco que se mantém", tendo em conta que as pessoas vacinadas também podem apanhar a doença e que há a possibilidade do surgimento de novas variantes.

O comentador concorda que se mantenham certos cuidados, mas defende que há regras e recomendações que "não têm nenhum sentido", como o uso de máscara em crianças dos 6 aos 9 anos.

Leia Também: PGR abriu inquérito a insultos de negacionistas a Ferro Rodrigues

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