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No primeiro semestre, realizaram-se menos 4.474 'testes do pezinho'

Os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal indicam que foram realizados, nos primeiros seis meses de 2021, 42.149 'testes do pezinho'.

No primeiro semestre, realizaram-se menos 4.474 'testes do pezinho'
Notícias ao Minuto

11:29 - 30/07/21 por Filipa Matias Pereira 

País Teste do pezinho

Nos primeiros seis meses de 2021, em Portugal, foram estudados 37.675 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), que é coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Comparando com igual período do ano passado, realizaram-se menos 4.474 'testes do pezinho' (42.149).

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, o INSA indica que, os dados do Programa Nacional relativos ao primeiro semestre de 2021 mostram que o maior número de bebés foi rastreado nos distritos de Lisboa e do Porto, com 11.208 e 7.008 testes efetuados, respetivamente, seguidos de Braga (2.765). Por outro lado, Bragança (253), Portalegre (269) e Guarda (282) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.

Saliente-se que o PNRN realiza, desde 1979, "testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado 'teste do pezinho'," e "o painel das doenças rastreadas é constituído por 26 patologias: hipotiroidismo congénito, fibrose quística e 24 doenças hereditárias do metabolismo".

O exame é realizado mediante a recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança que irá permitir "diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são difíceis de identificar nas primeiras semanas de vida, e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma". 
 
O 'teste do pezinho' deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido. Como explica o INSA, "antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico, e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento". 

Os casos positivos são depois encaminhados para a rede de Centros de Tratamento "contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde". 

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