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Tribunal aceita proposta de pagamento da caução de Joe Berardo

Imóveis propostos como garantia rondam os oito milhões de euros, superando o valor exigido de cinco milhões.

Tribunal aceita proposta de pagamento da caução de Joe Berardo

O juiz Carlos Alexandre aceitou a proposta apresentada por Joe Berardo para a garantia da caução de 5 milhões de euros, avança a SIC Notícias.

O empresário madeirense vai dar como contrapartida imóveis que pertencem a sociedades de familiares.

A estação de Paço de Arcos adianta que os imóveis propostos como garantia rondam os oito milhões de euros, superando o valor exigido pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.

Recorde-se que o juiz Carlos Alexandre exigiu uma caução de cinco milhões de euros para que Joe Berardo pudesse sair em liberdade, depois de ter sido detido no âmbito de um processo que investiga vários crimes relacionados com a Caixa Geral de Depósitos, com financiamentos de 439 milhões de euros.

O empresário saiu em liberdade no dia 2 de julho e tinha 20 dias para depositar o dinheiro ou dar garantias. Acabou por apresentar uma proposta de pagamento da caução  - a maior da história da Justiça portuguesa - na semana passada, a 20 de julho.

Além do pagamento da caução, o juiz proibiu ainda o empresário de contactar com outros arguidos do processo, obrigou-o a entregar o passaporte e proibiu-o de sair do país.

Joe Berardo e o advogado, André Luiz Gomes foram detidos no final de junho, acusados dos crimes no âmbito do processo da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O Comendador madeirense e o seu advogado estão indiciados por burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, falsidade informática, falsificação, abuso de confiança e descaminho ou destruição de objetos colocados sob o poder público.

O caso, que conta com 11 arguidos (cinco pessoas individuais e seis pessoas coletivas) foi tornado público depois de uma operação policial em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, três das quais a estabelecimentos bancários.

Em causa no processo está um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de euros" e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.

[Notícia atualizada às 13h20]

Leia Também: BCP colabora com autoridades na investigação a Berardo

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