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Vieira em prisão domiciliária até pagar caução de 3 milhões de euros

Medidas de coação foram conhecidas ao final da tarde deste sábado.

Vieira em prisão domiciliária até pagar caução de 3 milhões de euros
Notícias ao Minuto

18:57 - 10/07/21 por Notícias ao Minuto

País Cartão Vermelho

Luís Filipe Vieira vai ficar em prisão domiciliária até pagar a caução de três milhões de euros, por suspeita de vários crimes económico-financeiros, decidiu hoje o Tribunal Central de Instrução Criminal.

As medidas de coação do processo Cartão Vermelho foram conhecidas ao final da tarde deste sábado.

De acordo com a SIC Notícias, o juiz Carlos Alexandre seguiu todos os pedidos feitos pelo procurador do MP, no âmbito do processo.

Para os restantes arguidos do caso, o MP também pediu o pagamento de cauções. José António dos Santos, conhecido como 'rei dos frangos', terá de pagar uma caução de 2 milhões de euros para sair em liberdade, Tiago Vieira 600 mil euros e Bruno Macedo 300.

O MP pediu ainda que o presidente do Benfica, suspenso de funções, entregue o passaporte e fique proibido de contactar com membros da direção do clube.

Recorde-se que Vieira e os outros três detidos no processo chegaram ao tribunal às 9h03 de hoje, depois de pernoitarem pela terceira vez consecutiva nas instalações do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, em Moscavide.

Luís Filipe Vieira, de 72 anos, foi a última das quatro pessoas detidas no âmbito da investigação 'Cartão Vermelho' a ser ouvida pelo juiz Carlos Alexandre, antes da aplicação das medidas de coação.

Na sexta-feira, o empresário José António dos Santos foi o primeiro a prestar declarações, durante a manhã, seguindo-se, da parte da tarde, os interrogatórios de Bruno Macedo e de Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira.

Também na sexta-feira, Luís Filipe Vieira comunicou a suspensão do exercício de funções como presidente do Benfica -- nas quais foi substituído por Rui Costa -, por intermédio do seu advogado, à porta do TCIC.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), os quatro detidos são suspeitos de estarem envolvidos em "negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades".

Em causa estão "factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente" e suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento".

Para esta investigação foram cumpridos 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

Leia Também: Interrogatório a Vieira já terminou. Medidas de coação conhecidas hoje

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