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Sindicato dos inspetores do SEF critica "censura aos jornalistas"

O sindicato que representa os inspetores do SEF criticou hoje "a censura aos jornalistas" na cerimónia de aniversário deste serviço de segurança, considerando que esta situação "revela o pânico do ministro Eduardo Cabrita em ser escrutinado".

Sindicato dos inspetores do SEF critica "censura aos jornalistas"
Notícias ao Minuto

20:18 - 24/06/21 por Lusa

País SEF

A cerimónia comemorativa do 45º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, presidida pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, decorreu na quarta-feira à porta fechada e, segundo o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF/SEF), "pela primeira vez" não contou com a presença de jornalistas.

Em comunicado, o sindicato considera esta proibição da presença de jornalistas "uma censura ao direito de informar".

"Denunciamos esta situação porque é uma forma do Ministério da Administração Interna proibir a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, comportamentos típicos de regimes ditatoriais", afirmou o presidente do SCIF/SEF.

Acácio Pereira sublinha que "esta situação revela o pânico do ministro Eduardo Cabrita em ser escrutinado pelo enorme erro que está a cometer ao querer extinguir o SEF", frisando que "o sindicato irá lutar até ao fim para impedir o 'golpe de Estado' constitucional que o Governo de António Costa pretende levar a cabo".

"Apagar o SEF e eliminar todas as suas referências é apagar uma parte da história da segurança interna portuguesa", sustentou.

O sindicato refere que, na sessão de encerramento o ministro da Administração Interna reconheceu e elogiou o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras durante a pandemia de covid-19 e durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

"Apesar de reconhecer o papel fundamental do SEF na segurança nacional e da União Europeia, Eduardo Cabrita continua com a ideia fixa de desmantelar a única polícia que nasceu da democracia do 25 de Abril", referiu Acácio Pereira, considerando tratar-se de "uma atuação política esquizofrénica e sem qualquer sentido".

Segundo o sindicato, a cerimónia comemorativa foi transmitida online exclusivamente para convidados e com a caixa de comentários desativada.

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