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Associação de Valongo revela "40 pessoas" picadas por insetos

A associação ambientalista Jornada Principal (AJP) denunciou hoje que "cerca de 40 pessoas, tendo algumas sido internadas no hospital", foram picadas por insetos em Sobrado, no concelho de Valongo, atribuindo a gravidade à atividade do aterro da Recivalongo.

Associação de Valongo revela "40 pessoas" picadas por insetos
Notícias ao Minuto

17:04 - 24/06/21 por Lusa

País Valongo

Em declarações à agência Lusa, a presidente da AJP, Marisol Marques, revelou que o "problema que se repete há alguns anos assim que chega o verão e que se voltou a manifestar nas últimas semanas" foi denunciado ao Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo sem que "tenham conseguido uma resposta".

Em consequência, a associação avançou hoje com uma denúncia para a delegada de Saúde Regional do Norte, Maria Neto, onde se salienta o "desespero da população de Sobrado", que vive a poucas centenas de metros do aterro.

"Face ao flagelo que vive diariamente, a população desespera pela ausência de respostas e ações concretas, as picadas de insetos e as suas consequências na saúde são diárias", lê-se na denúncia a que a Lusa teve acesso.

O documento é acompanhado de 30 fotografias onde se mostram "pessoas de todas as idades com os membros ou outras partes do corpo inchadas por causa das picadas", explica Marisol Marques.

"Nas últimas semanas foram cerca de 40 pessoas que ficaram infetadas após serem picadas", acrescentou, precisando que, entre elas, estão "cinco jogadores da equipa de futebol do Sobrado, tendo um deles ficado internado uns dias".

A responsável revelou à Lusa que "há pessoas de todas as idades, inclusive bebés, que foram picadas".

No comunicado, a AJP diz não poder "dissociar este problema das práticas do aterro de Sobrado", lembrando que este "está literalmente em cima da população".

O aterro é gerido desde 2007 pela Recivalongo, sendo que a empresa começou a ser acusada em 2019 de "crime ambiental" pela população, pela Jornada Principal e pela Câmara Municipal, após ter sido detetado que detinha "mais de 420 licenças para tratar todo o tipo de resíduos".

O assunto avançou, entretanto, para os tribunais com ações avançadas por ambas as partes.

A Recivalongo negou sempre que a agressividade dos insetos resultasse da operação no aterro.

Leia Também: Antigo deputado nega tráfico de influências na construção de hospital

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