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  • 04 AGOSTO 2021
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Decisão de fechar Lisboa "não é muito eficiente" em termos práticos

Virologista Pedro Simas defende que, mais do que confinamentos regionais, o importante é continuar a cumprir as medidas de proteção, como o uso da máscara e a distância social.

Decisão de fechar Lisboa "não é muito eficiente" em termos práticos

O virologista Pedro Simas disse, este domingo na SIC Notícias, em análise aos dados anunciados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que dão conta que a prevalência da variante Delta é superior a 60% da região de Lisboa e Vale do Tejo, que os números ainda vão subir mais e que a estirpe indiana vai representar 90% dos casos de Covid-19 detetados em Portugal.

“É natural que os novos casos de infeção que apareçam sejam maioritariamente pela variante Delta. Já está nos 60% e vai chegar, rapidamente, a níveis como vimos anteriormente na variante Alfa, de mais de 90%”, explicou, acrescentando, porém, que, até agora, as estirpes novas não se têm revelado mais resistentes às vacinas, nem é expetável que tal venha a acontecer.

“Felizmente, até agora não apareceu nenhuma variante que provoque doença mais grave e que ponha em causa a eficácia de quase 100% do que as vacinas dão às pessoas vacinadas em relação à doença severa e à morte, portanto, isso são boas notícias, nem é previsível que apareça uma variante mais virulenta nesse sentido”, clarificou.

Sobre a medida adotada pelo Governo de confinar a Área Metropolitana de Lisboa (AML) durante o fim de semana, Pedro Simas sublinhou que, em termos práticos, esta não tem utilidade.

“Fechar a região de Lisboa e Vale do Tejo, numa tentativa de impedir que a variante se alastre a outras regiões do país não vai ser muito eficiente, nem em Portugal, nem em nenhum país da Europa, porque esta variante vai sempre predominar, mesmo quando atingirmos os 70% de imunidade populacional, é a variante que vai circular na população”, esclareceu, acrescentando que o que é essencial, neste momento, é que a população continue a cumprir as medidas de proteção.

“Não muda nada em termos das regras que se utilizam para conter e mitigar a transmissão comunitária. O que vai conter o crescimento das infeções em Lisboa e Vale do Tejo assim como em qualquer região do país é o respeito pelas regras do distanciamento e pelo uso da máscara”, salientou.

Recorde-se que Portugal registou durante quatro dias mais de mil casos de Covid-19 diários, a maioria deles na Grande Lisboa. Este domingo, as autoridades de saúde reportaram 941 casos da doença, 641 dos quais nesta região.

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