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"Podia ter sido eu". Solidariedade para com mãe que se esqueceu da filha

Nas redes sociais, ergueu-se uma onda de solidariedade para com a mãe que se esqueceu da filha no carro. A menina, de dois anos, acabou por morrer.

"Podia ter sido eu". Solidariedade para com mãe que se esqueceu da filha

Uma menina de dois anos morreu, na semana passada, depois de ter ficado esquecida no carro, em Lisboa. A mãe, que levou os outros dois filhos à escola, ter-se-á esquecido da menina no interior do veículo. Quando se apercebeu, já nada havia a fazer.

Assim que o caso veio a público, nas redes sociais gerou-se uma onda de solidariedade para com a mãe. Exemplo disso é uma publicação do blogue 'Ser super mãe é uma treta'. "Quando li a notícia daquela mãe, que numa hora negra, se esqueceu da filha dentro do carro, o meu primeiro pensamento foi 'Podia ter sido eu'", começa por assumir a autora.

"Podia ter sido eu quando vivi anos a dormir mal, a acordar quatro e cinco vezes na mesma noite, podia ter sido eu quando a privação do sono me transformava o cérebro em papa e eu mal sabia quem era, podia ter sido eu quando chegava ao trabalho em piloto automático e picava o ponto sem fazer puta de ideia de como lá tinha chegado", pode ler-se ainda na publicação. 

A autora destaca, ainda as rotinas, "os pensamentos, as responsabilidades", as "chatices do trabalho ou das contas para pagar", ou até mesmo "o ataque de pânico, a ansiedade", como realidades comuns a tantas mães. "Podia ter sido eu, num dia igual a tantos outros, numa hora negra, a… Ainda bem que não fui eu". 

Aquela mãe, vinca, "não precisa de julgamentos, nem de acusações". Acredita a autora do blogue que aquela mãe já os "faz sozinha, ela já o fará sozinha para o resto da vida. Da não vida, porque aquela mãe morreu. Só ela saberá o quanto lhe custa viver, abrir os olhos e respirar. E sobreviver um dia atrás do outro. Ninguém sabe, só ela". 

É também sublinhada a necessidade de pedir ajuda, "conhecer os nossos limites e não esticar a corda até rebentar. É preciso criar mecanismos de ajuda, estruturas de apoio, é preciso olhar para quem está ao nosso lado e oferecer ajuda. É preciso perguntar sem medo "O que posso fazer por ti?" É preciso criar a tal aldeia. Não julguem. Reflitam". 

Várias pessoas reagiram à publicação e sublinharam a forma como se reveem nas palavras da autora. "Concordo com cada palavra escrita", "Obrigada por escreveres isto", "Como me revejo no teu texto", "Pensei exatamente a mesma coisa", são apenas alguns dos comentários. 

Leia Também: Criança morre depois de alegadamente ficar esquecida dentro de carro

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