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Cerca sanitária nas freguesias de Odemira vai ser levantada, diz Marcelo

Anúncio feito pelo Presidente da República esta terça-feira, em declarações aos jornalistas.

Cerca sanitária nas freguesias de Odemira vai ser levantada, diz Marcelo

A cerca sanitária imposta a duas freguesias de Odemira, no distrito de Beja, vai ser levantada hoje, anunciou esta tarde o Presidente da República, em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Minho. 

"Fui informado pelo primeiro-ministro que seria levantada a cerca sanitária de imediato, hoje mesmo", disse Marcelo, acrescentando que "significa que acabou por fazer caminho uma solução de acordo que permitisse ultrapassar, por um lado, as questões jurídicas e, por outro lado, as questões de sensibilidade pessoal e social que levantavam no imediato e para o futuro". 

Estas declarações do Presidente da República no momento em que o primeiro-ministro se encontra em Odemira a propósito de dois acordos. Um para "resolver o problema do alojamento dos trabalhadores temporários no  imediato, por acordo, e outro com a autarquia para converter a situação temporária em mais definitiva no futuro, com fundos europeus nomeadamente". 

Já esta manhã Marcelo se tinha pronunciado sobre a situação de Odemira, defendendo que há "muitas consequências políticas a retirar". 

"Tem que se fiscalizar para saber como é que a respeito da legalidade, tem de se apurar se há ou não uma situação que convida àquilo que são atuações criminais (...) Tem que se pensar a sério no problema dos imigrantes que estão cá dentro, fala-se de inclusão mas a inclusão é muita relativa, e isso não pode depender de haver problemas de saúde que chamam a atenção para o facto", afirmou o chefe de Estado.  

As freguesias de Longueira-Almograve e São Teotónio, no concelho de Odemira, estão em cerca sanitária desde 29 de abril por causa da elevada incidência de Covid-19 entre os imigrantes que trabalham na agricultura na região.

Os casos detetados na pandemia entre os imigrantes que trabalham na agricultura denunciaram as condições desumanas em que vivem.

Entretanto, 49 imigrantes que trabalham na agricultura na região foram realojados no Zmar (21) e na Pousada da Juventude de Almograve (28). Esta segunda-feira, o Governo apresentou a contestação à providência cautelar contra a requisição civil apresentada por moradores do empreendimento Zmar,  alegando interesse público.

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