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PJ deteve quatro pessoas e apreendeu obras de arte em operação europeia

A Polícia Judiciária deteve quatro pessoas e apreendeu património cultural num valor de 150.000 euros, entre ele uma pintura de Almada Negreiros, num conjunto de ações integradas na operação europeia 'Pandora V', foi hoje anunciado.

PJ deteve quatro pessoas e apreendeu obras de arte em operação europeia

Em comunicado, a PJ refere que as ações integradas na operação "Pandora V", coordenada pela Europol e dirigida ao combate à atividade criminosa de furto, tráfico e viciação de obras de arte e bens culturais, decorreram no ano passado em 31 países europeus.

Além da pintura de Almada Negreiros, foi apreendido um documento peruano do sec. XVI e uma pintura em madeira (139x90cm) do pintor Diogo Contreiras (1500-1560) e foi ainda recuperado um painel de azulejos do Sec. XVII "A adoração dos pastores", que tinha sido furtado de uma capela privada.

Ao longo da operação foram feitas diversas apreensões em alguns dos países envolvidos.

"No cumprimento das suas competências reservadas, a Polícia Judiciária irá prosseguir as investigações necessárias nos diversos inquéritos criados, com vista ao esclarecimento da mencionada atividade delituosa no nosso País", refere a nota da PJ.

Segundo a Europol, no total foram apreendidos mais de 56.400 bens culturais e detidas 67 pessoas.

Entre o património apreendido encontram-se objetos arqueológicos, móveis, moedas, pinturas, instrumentos musicais e esculturas.

Foram igualmente feitas dezenas de milhares de verificações e inspeções em diversos aeroportos, portos, pontos de passagem de fronteira, bem como em casas de leilão, museus e residências particulares, que resultaram na abertura de mais de 300 investigações.

De acordo com a Europol, um total de 27.300 artefactos arqueológicos foram apreendidos numa única investigação realizada pela alfândega francesa e foi detido um suspeito, que enfrenta uma pena de prisão e uma multa de várias centenas de milhares de euros.

As autoridades espanholas apreenderam mais de 7.700 bens culturais, incluindo artefactos arqueológicos, moedas, esculturas e estátuas, armas, pinturas e arquivos de som, filme e fotografia, num valor superior a 9 milhões de euros.

Durante a fase operacional, a Guarda Civil Espanhola (Guardia Civil) também concluiu uma investigação complexa iniciada no âmbito da operação "Pandora III" e, como resultado, uma pessoa foi presa e 94 objetos roubados em vários locais de culto foram recuperados. Um total de 165.000 euros em dinheiro foi apreendido na casa do detido, que é suspeito de tentar vender 'online' os bens roubados, designadamente um cálice de prata do século XVI e um manuscrito iluminado do Apocalipse do Beato de Liébana.

Aoo longo de várias buscas na internet, a polícia sueca (Polisen) identificou um objeto de arte popular roubado na Suécia em 2019. Num leilão 'online', a polícia sueca descobriu um par de castiçais do século XVII roubados de uma igreja sueca há oito anos.

Segundo a Europol, a polícia italiana (Arma dei Carabinieri) comunicou a apreensão de mais de 2.700 bens culturais, incluindo cerâmica, bens arqueológicos, arte e livros, avaliados em 1.155.000 euros.

Por seu lado, a polícia grega efetuou 34 detenções e recuperou um total de 6.757 antiguidades, incluindo objetos de cerâmica e mármore, bem como 6.452 moedas, das quais 5.533 foram recuperadas numa única investigação. Num dos casos, dois cidadãos gregos foram detidos por tentarem vender seis antiguidades de mármore e argila por 150.000 euros.

Foram ainda apreendidos 50 detetores de metal, dos quais seis foram apreendidos diretamente em sítios arqueológicos.

Várias centenas de granadas da Segunda Guerra Mundial e outros artefactos explosivos foram apreendidos pela polícia eslovaca, uma apreensão que a Europol considera "preocupante" pois alguns desses dispositivos explosivos antigos "ainda estão em funcionamento e podem levar a inúmeras vítimas".

A operação "Pandora V", que contou igualmente com a cooperação da Interpol, decorreu entre 01 de junho e 31 de outubro de 2020.

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