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Presidente pede "mais um esforço" para que Emergência "caminhe para fim"

Presidente da República dirigiu-se ao país pedindo "mais um esforço" para "tornar impossível o termos de voltar atrás", mas admitindo a possibilidade de virem a ser determinados confinamentos locais. Marcelo sublinhou o seu desejo de que este seja o último Estado de Emergência, num discurso muito voltado para o "futuro". "2021 terá de ser o ano do início da reconstrução social, sustentada e justa", declarou.

Presidente pede "mais um esforço" para que Emergência "caminhe para fim"

Na  mensagem que dirigiu ao país, esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa começou por sublinhar que desejaria que esta fosse "a última renovação do Estado de Emergência" no país.

"Durante este segundo Estado de Emergência, o período mais difícil foi o que se seguiu ao confinamento geral no dia 15 de janeiro, mais de cinco meses de Estado de Emergência e quase três meses de confinamento geral", disse o Presidente.

Esse longo período foi "menos restritivo" do que o de há um ano, mas "mais intenso" até porque, lembrou, "os números atingidos chegaram a colocar-nos na "pior situação na Europa e depois no mundo".

"Agora que o desconfinamento deve seguir o seu curso de forma gradual e sensata, importa lembrar o óbvio", prosseguiu Marcelo, destacando, em primeiro lugar, a "coragem" dos portugueses:  "Quando chamados ao heroísmo dos grandes desafios, como neste caso os da vida e da saúde, os portugueses respondem sempre com coragem e solidariedade". 

Depois, "quando a economia e a sociedade sofrem como sofreram, e continuam a sofrer, os portugueses encontram caminhos muito difíceis mas de notáveis sobrevivência e de adaptação". 

O Presidente mencionou também que "quando problemas de fornecimento e de avaliação de vacinas parecem para alguns obstáculos intransponíveis", a verdade é que "cada vez mais vulneráveis estão já protegidos, e isso também ajuda a explicar a essencial redução e estabilização de internamentos nos cuidados intensivos e de mortes a que assistimos nas últimas semanas, mesmo com o R e o número de casos a subirem com a maior mobilidade social". 

"Quando o desconfinamento cria a sensação de alívio definitivo", avisou, "o caminho que se segue ainda vai ser muito trabalhoso". Antes de mais, "vai dar trabalho na pandemia, sobretudo nas áreas em situação mais crítica, mas também na prudência exigida por todo o território para evitar a subida dos números decisivos" que fazem "pressão nas estruturas de saúde".

Depois da crise sanitária,  "vai dar trabalho nos números da economia", embora saibamos que houve serviços e comércio que não pararam.

"Mais complicado do que os números da economia, é a situação das pessoas"

Mas, acrescentou o Presidente, "mais complicado do que os números da economia, é a situação das pessoas". Neste ponto, disse que "é fundamental ter a noção de que ficou e o que fica nas suas cabeças e nas suas relações com os outros pesa muito". "As solidões dramáticas dos mais idosos (...), que agora, vacinados, já podem receber visitas (...), as marcas na vida pessoal, familiar e profissional de todos, com crises, desestruturações e frustrações  irreversíveis ou de efeitos longos".

As marcas da pandemia estendem-se à vida de milhares de estudantes, ao agravamento da pobreza, das desigualdades e das injustiças.

"A economia demorará a dar os passos da reconstrução e a sociedade demorará muito mais", alertou Marcelo, notando que, "se 2020 foi o ano da luta pela vida e pela saúde, 2021 terá de ser o ano do início da reconstrução social, sustentada e justa".

Defendendo que "não basta que as pessoas devam ser o centro da justiça, do direito, das finanças, da economia e da política", o chefe de Estado alertou que estas têm de sentir "que verdadeiramente o são". 

"Mais um esforço para não voltarmos atrás"

O Presidente pediu aos portugueses "ainda mais um esforço para tornar impossível o termos de voltar atrás, para que o Estado de Emergência caminhe para o fim, para que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança que o calendário das restrições e os confinamentos locais, se necessários, garantam um verão e um outono diferentes". 

Estamos a entrar no que desejamos que venha a ser a ponta final do período mais difícil da nossa vida coletiva desde a gripe espanhola

De olhos postos no futuro, Marcelo sublinhou que "estamos a entrar no que desejamos que venha a ser a ponta final do período mais difícil da nossa vida coletiva desde a gripe espanhola, em termos de saúde pública, com mais mortos do que na Grande Guerra ou nas lutas africanas de há 50 e 60 anos".

E realçou que é o momento de "lembrarmos os que já partiram, cuidarmos dos que ainda sofrem, prevenir que venham a sofrer e de reconstruirmos a vida de todos".

Sintetizando: "É altura de pensarmos mais no futuro, com orgulho legítimo de termos estado e estarmos à altura como povo daquilo que foram os grandes desafios da nossa História de quase nove séculos. De termos estado, e continuarmos a estar, à altura de Portugal". 

O Parlamento autorizou esta quarta-feira uma nova renovação do Estado de Emergência até 30 de abril para permitir medidas de contenção da Covid-19, com o apoio de PS, PSD, CDS-PP e PAN.

Discursando no final do debate, Eduardo Cabrita sublinhou que os próximos 15 dias são decisivos, reiterando que o caminho a seguir está nas mãos de todos, e frisou que o Governo decidirá amanhã em Conselho de Ministros um "justo equilíbrio" entre o desconfinamento e as medidas restritivas de controlo da pandemia. 

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