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Informação sobre desembarque vindo de Sines "não referia animais feridos"

Uma denúncia deu conta de que o transporte de milhares de animais vivos de Portugal para Israel, em março, não terá respeitado as normas comunitárias e terá culminado num dos mais sangrentos desembarques.

Informação sobre desembarque vindo de Sines "não referia animais feridos"

O ministério da Agricultura, num esclarecimento emitido na tarde deste sábado e enviado às redações, deu conta de que, na sequência das imagens "onde se podem ver animais mal tratados, transportados em camiões em Israel, e cuja origem é, alegadamente, de um navio que partiu de Portugal", importa esclarecer que situações como essas "em Portugal ou no estrangeiro, são altamente condenáveis e vão totalmente contra as políticas portuguesas aplicáveis em matéria de proteção dos animais no transporte".

"As imagens mostradas não são do interior do navio Gulf Livestock 2, mas sim de transporte rodoviário, já em território israelita, sendo, por isso, a verificação das condições de transporte da exclusiva responsabilidade das Autoridades Competentes daquele país", refere ainda a nota.

No entanto, o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, indica ainda que "uma vez que se parte do princípio que os animais que aparecem nas imagens são os mesmos que partiram no navio Gulf Livestock 2, com origem em Portugal", assim que tiveram conhecimento das imagens "apesar de não ter competências nem formas de agir juridicamente em território estrangeiro, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) solicitou de imediato às Autoridades Competentes Israelitas a avaliação técnica sobre este caso".

"Ainda assim, a 19 de março, a DGAV solicitou à Autoridade Competente de Israel a realização de controlo específico à chegada do navio de transporte de gado ao seu território, assim como respetivo envio de informação sobre as condições de chegada dos animais. Essa informação chegou no dia 7 de abril, e não referia a existência de animais feridos e/ou ensanguentados", remata.

Sobre a certificação do navio, acrescentam apenas que "foi efetuada a 15/03/2021, uma vez que o operador apresentou toda a documentação necessária e as garantias requeridas. O processo de certificação deste navio implicou a realização de certificações parciais de vários sistemas do navio, bem como de formação à tripulação, de acordo com os requisitos do Regulamento (CE) 1/2005" e "as condições de certificação do navio encontram-se em avaliação permanente".

A denúncia foi feita por ativistas israelitas que captaram as imagens e as divulgaram nas redes sociais. No vídeo, que pode ver neste link, mas que alertamos que pode ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis, é possível ver o sofrimento dos animais e os ferimentos de muitos deles.

Segundo os ativistas, a maioria dos três mil bovinos e 12 mil ovinos, embarcados no Porto de Sines nessa altura, chegaram feridos a Israel e alguns, inclusive, mortos.

Leia Também: Desembarque de animais vindos de Sines foi considerado o "mais sangrento"

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