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Assembleia Municipal de Lisboa rejeita comissão para acompanhar vacinação

Os partidos de esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) chumbaram hoje uma proposta do PSD para criar uma comissão eventual para acompanhar e monitorizar "o funcionamento do plano municipal de vacinação".

Assembleia Municipal de Lisboa rejeita comissão para acompanhar vacinação

PS, BE, PCP e PEV argumentaram que o plano de vacinação contra a covid-19 é nacional e não municipal, defendendo que o acompanhamento da vacinação na cidade deve ser feito por uma das comissões permanentes já existentes.

"Deve ser uma das oito comissões permanentes a acompanhar esta questão da vacinação (...). Não deve haver um tipo de inquérito para o qual não temos competência", salientou o deputado socialista Manuel Lage.

A proposta do PSD, votada na sessão plenária da AML, a decorrer por videoconferência, teve os votos contra do PS, PCP, BE, PEV e 10 deputados independentes e a favor do PSD, CDS, PAN, MPT, PPM e um deputado municipal independente.

Os sociais-democratas pretendiam a criação de uma comissão eventual para "acompanhar e monitorizar o funcionamento do Plano Municipal de Vacinação adotado pela Câmara de Lisboa", tendo em conta "os problemas ora conhecidos relacionados com a distribuição de sobras".

No documento rejeitado, o PSD refere que o ex-vereador da Proteção Civil Carlos Castro -- que se demitiu depois de ter sido vacinado com uma das vacinas que sobraram do processo de vacinação nos lares -- dá conta na carta de demissão "da existência de um Plano Municipal de Vacinação que é desconhecido da AML e que, inclusive, em Conferência de Representantes de 15 de fevereiro foi dado como inexistente".

Os sociais-democratas consideram também "que as vacinas existentes são, ainda, escassas e terão de ser bem aplicadas de acordo com as normas prescritas pelas autoridades sanitárias".

O vereador da Proteção Civil na Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, renunciou ao cargo em 16 de fevereiro, depois de ter sido vacinado contra a covid-19, quando foram administradas doses que sobraram dos lares.

Na carta dirigida ao presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), justificou a demissão com o "mal-estar" provocado em vários serviços do município.

No dia 09 de fevereiro, a Câmara de Lisboa fez saber que, na sequência da vacinação em lares e residências para idosos, sobraram 126 vacinas, uma média de 18 por dia.

Dando cumprimento às determinações das autoridades de saúde, indicou então a autarquia, foram ministradas 26 doses das vacinas a elementos das equipas envolvidas diretamente da operação de inoculação nos lares, designadamente 15 enfermeiros e oito elementos da Proteção Civil municipal presentes no local da vacinação, entre os quais o vereador com a pasta respetiva, e também três elementos da Higiene Urbana, entre os quais a sua diretora, envolvidos no processo de recolha das seringas utilizadas na vacinação.

As restantes 100 sobras "foram ministradas a profissionais dos grupos constantes na primeira fase de prioridade definida" pela Direção-Geral da Saúde.

"Foram assim vacinados 56 bombeiros voluntários e o comandante e subcomandante do Regimento de Sapadores Bombeiros, e 42 elementos da Polícia Municipal, incluindo o comandante", especificou a autarquia.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.539.505 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.389 pessoas dos 805.647 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Leia Também: AO MINUTO: 3% da população portuguesa já com vacinação completa

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