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"Nada do que estamos a projetar está adquirido e tudo depende de cada um"

Marta Temido apontou uma "reafirmação da tendência de descida da incidência". Ministra fez declarações no final da reunião desta tarde no Infarmed.

"Nada do que estamos a projetar está adquirido e tudo depende de cada um"

Após a reunião desta tarde no Infarmed, a ministra da Saúde fez uma declaração aos jornalistas onde apresentou as conclusões do encontro. A primeira prendeu-se com a "reafirmação da tendência de descida da incidência" da Covid-19, ou seja, "do número de novos casos por 100 mil habitantes".

Neste momento, prosseguiu Marta Temido, "está já abaixo dos 300 por 100 mil, para o nosso país e, portanto, esta é uma tendência de redução que, uma vez mais, se acentuou".

Como segunda conclusão, a governante sublinhou que o "índice de transmissibilidade (o RT) é, neste momento, para Portugal, o mais baixo da Europa". Contudo, e "apesar da redução", acrescentou a ministra, "ainda está a um nível elevado e esse é também um aspeto de sublinhar".

"Na última semana, verificou-se que o índice de mobilidade aumentou ligeiramente e este é um aspeto que nos deve suscitar a maior atenção e ponderação", disse ainda Marta Temido, "na medida em que sabemos, já de uma forma muito precisa, que os valores que hoje temos são valores que resultam de um esforço e se esse esforço se inverter, voltaremos a atingir números de incidência e de risco efetivo de transmissão que não são compatíveis aquilo que precisamos de garantir".

Uma outra nota da ministra da Saúde foi para o facto de que "de acordo com as projeções" e se "as medidas atuais se mantivessem", poderíamos atingir uma "ocupação de pouco mais de 300 camas de Cuidados Intensivos em meados de março".

A governante frisou ainda que, na reunião no Infarmed, foi referido que "nada disto que estamos a projetar está adquirido e tudo depende de cada um de nós e de medidas combinadas: a manutenção das atuais medidas, a adesão da população às atuais medidas - com a nota de preocupação para algum já relaxamento sem nenhuma alteração legislativa para aquilo que é o índice de confinamento".

Marta Temido, por fim, deixou uma nota acerca da importância da "manutenção do acompanhamento do plano de vacinação, como um elemento absolutamente fundamental no caminho para uma imunidade que visamos alcançar".

Já "uma nota de preocupação" da governante dirigiu-se para dois temas: "novas variantes - designadamente o surgimento de dois grupos associados à variante brasileira - e o tema da utilização de cuidados hospitalares, concretamente de Cuidados Intensivos, onde o número de internamentos que temos hoje é ainda de 627".

Recorde-se que o vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador da 'taskforce' de vacinação contra a Covid-19, antecipou hoje um possível aumento do ritmo de inoculações para 100 mil por dia e sublinhou que a imunidade de grupo pode ser alcançada em agosto.

"Há uma expectativa mais positiva relativamente ao segundo trimestre e muito mais positiva relativamente ao terceiro e quarto trimestres. Se estas expectativas de disponibilidades de vacinas se mantiverem e materializarem num futuro próximo, o período em que se pode atingir a imunidade de grupo - 70% - pode eventualmente reduzir-se relativamente ao fim do verão para passar para meados do verão, em volta de meados ou início de agosto", disse.

Em Portugal, morreram 16.023 pessoas dos 798.074 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Leia Também: Há "uma descida muito significativa e expressiva" nos novos casos

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