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Autarca de Vila de Rei destaca "sentido cívico" da população do concelho

O presidente da Câmara de Vila de Rei, Ricardo Aires, realçou o "enorme sentido cívico e de responsabilidade" demonstrado pela população, no ato eleitoral de domingo, permitindo ao concelho ter a maior percentagem de votação no país.

Autarca de Vila de Rei destaca "sentido cívico" da população do concelho

um orgulho para mim, enquanto autarca, a população vilarregense ter este sentido de responsabilidade. Seja qual for o ato eleitoral [presidenciais, europeias ou outras] diz sempre muito às pessoas porque o ato eleitoral é um dever cívico, ao qual antigamente não tinham acesso e hoje têm", explicou à agência Lusa, o autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco.

Em Vila de Rei, 59,19% da população votou nas eleições presidenciais de domingo, ou seja, dos 2.727 inscritos, 1.614 foram votantes.

Ricardo Aires sublinha que, desde há muitos anos, os autarcas que passaram por Vila de Rei tiveram sempre o cuidado de "incutir ao povo" a ideia de que as eleições são "um ato cívico".

"Isso foi feito, não só junto da terceira idade como dos próprios jovens. Também é preciso dizer que Vila de Rei foi uma terra muito oprimida e, tendo conseguido o direito ao exercício de voto em liberdade, votar é também uma forma do povo mostrar que quer ser ele a decidir e não outros por eles", sustentou.

O autarca afirmou-se "orgulhoso" com esta atitude da população vilarregense e reforçou a ideia de que "ele [povo] lembra-se bem desses tempos [de opressão] e não quer voltar atrás".

Das três freguesias que compõem o concelho, Fundada foi aquela que registou a maior percentagem de votação (64,14%), seguindo-se São João do Peso (62,75%) e Vila de Rei (57,84%)

À Lusa, o presidente da junta de Freguesia da Fundada, Manuel Mendes, mostrou-se "surpreendido" com o resultado obtido no domingo.

"Eu também não sei qual é a razão que levou as pessoas a irem votar. Fiquei surpreendido, até porque vivemos tempos difíceis por causa da pandemia [de covid-19]", disse.

Segundo o autarca, o resultado até podia ter sido melhor na sua freguesia, caso os utentes do lar local tivessem exercido o seu direito de voto.

"Foi pena não poderem votar, porque então, a percentagem seria ainda maior", sustentou.

Manuel Mendes referiu que no lar da Fundada, que tem 60 utentes, ninguém votou devido a uma "confusão".

"Era preciso inscrever-se na Segurança Social e o período foi muito curto. A diretora foi infetada com a covid-19 e estava em casa. Com esta confusão, não foi possível os utentes votarem", concluiu.

Já o presidente de uma das duas mesas eleitorais colocadas na freguesia de Fundada disse à agência Lusa que o número de votantes que acorreram às urnas "superou" as suas expectativas.

"Não esperava que fosse tanta gente a votar. Isto devido ao momento que vivemos, com a pandemia [de covid-19] e também porque havia muita gente contra a realização das eleições nesta altura", sublinhou Orlando Brás.

Na mesa eleitoral a que a presidiu, o período de maior afluência foi de manhã, cerca das 11:00: "Houve um funeral e as pessoas aproveitaram para depois ir votar. Depois, a seguir ao almoço, houve novamente mais gente a votar. A partir do meio da tarde, já quase não apareceu gente", concluiu.

Com 191,5 quilómetros quadrados de área, o concelho de Vila de Rei, possui uma população de cerca de três mil habitantes.

Atravessado pela EN2, a emblemática e mais extensa estrada do país, situado no centro de Portugal -- o marco geodésico está na serra da Melriça --, o município possui, de acordo com a página da Câmara na internet, três zonas industriais, com cerca de 40 hectares, para atrair investimento, empresas e postos de trabalho.

Leia Também: SIC foi o canal mais visto no domingo e programa dedicado às eleições liderou

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