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CEMP defende atividades presenciais para alunos dos ciclos clínicos

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) defendeu hoje como "fundamental" que os estudantes de medicina que frequentam os ciclos clínicos possam manter as atividades presenciais.

CEMP defende atividades presenciais para alunos dos ciclos clínicos

A posição do CEMP é divulgada em comunicado, no dia em que o Governo decidiu encerrar por duas semanas todos os estabelecimentos de ensino, para combater a covid-19.

A decisão de encerrar escolas e universidades lança "mais um desafio" de adaptação rápida ao funcionamento das instituições, diz o CEMP, para afirmar a seguir que no ensino da medicina, concretamente nos ciclos clínicos, é fundamental "que se possam manter as atividades presenciais, dentro das condições particulares e realidade da cada Faculdade e respetivas unidades de saúde afiliadas".

Diz o Conselho que a manutenção da formação em ambiente hospitalar tem o "enorme potencial" de ser uma mais-valia na formação académica, profissional e pessoal dos futuros médicos.

Esses futuros médicos, adianta-se no comunicado, "não só têm nesta condição de saúde pública uma oportunidade formativa única, que várias gerações não experienciaram, como também a oportunidade, devidamente enquadrada na formação prévia de que já dispõem, de participarem ativamente (...) no combate a uma pandemia que desafiou os sistemas de saúde e seus os profissionais de todo o mundo".

No comunicado diz-se ainda que as Escolas Médicas Portuguesas estão "disponíveis e motivadas" para participar ativamente neste combate, e que continuarão a "criar todas as condições necessárias a uma participação segura e adaptada ao nível que se encontram os seus estudantes na formação e intervenção tutoreada".

E dizem (as Escolas Médicas) que continuarão procurar garantir, junto do poder político e sanitário do país, que os estudantes de medicina que frequentam o ciclo clínico possam beneficiar das medidas de proteção que são propostas para todos os profissionais de saúde, nomeadamente no que diz respeito à administração da vacina para a covid-19.

Num comunicado na semana passada, o CEMP referia o "baixo número de infeções entre os estudantes de medicina" e dizia que a relação médico-doente é a chave de qualidade no ensino da medicina, porque sem ela os médicos serão apenas capazes de tratar a doença mas nunca o doente.

Para combater a propagação da doença covid-19 o Governo anunciou hoje, entre outras medidas, o encerramento, a partir de sexta-feira e por duas semanas, de todos os estabelecimentos de ensino.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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