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Estado deve acabar com lares ilegais, dizem cooperativas

O Estado deve repensar as necessidades de lares e verificar, no terreno, onde é necessário alargar a resposta, para acabar com os ilegais, defendeu hoje à Lusa o presidente das Cooperativas de Solidariedade Social (CONFECOOP), Rogério Cação.

Estado deve acabar com lares ilegais, dizem cooperativas
Notícias ao Minuto

19:25 - 20/01/21 por Lusa

País CONFECOOP

Porto, 20 jan 2021 (Lusa) - O Estado deve repensar as necessidades de lares e verificar, no terreno, onde é necessário alargar a resposta, para acabar com os ilegais, defendeu hoje à Lusa o presidente das Cooperativas de Solidariedade Social (CONFECOOP), Rogério Cação.

"Os lares ilegais existem, se calhar, porque o Estado tem culpa, porque não há a oferta suficiente. O Estado vai ter de definir uma rede de respostas que seja condizente com as necessidades e, na altura que o fizer, acabam os lares ilegais", afirmou o dirigente.

Numa conversa com a Lusa, no âmbito da webinar onde foi apresentado um estudo interdisciplinar sobre os impactos da covid-19 nas cooperativas de solidariedade social, Rogério Cação apontou caminhos para a solução do problema.

Recorrendo à perceção sobre os efeitos da chegada do novo coronavírus a Portugal e do impacto que continua a ter na solidariedade social, o dirigente disse que as "organizações não estavam preparadas para a situação" e que "houve fragilidades que vieram ao de cima quando foram confrontadas com a necessidade de se adaptarem".

No caso das cooperativas de solidariedade social, o impacto "mostrou a necessidade de rever os paradigmas", assinalou o presidente da CONFECOOP.

"Chegamos à conclusão de que temos uma cobertura interessante, um trabalho de qualidade com os nossos utentes, mas esta situação exige de nós muito mais do que funcionamento normal", reconheceu.

O impacto "verificou-se também nos territórios, onde se trabalha com idosos, mas também nas organizações que trabalham com a deficiência, que não estavam preparados para ter de trabalhar articulados e em intercooperação, e tiveram de o aprender", acrescentou.

Nesta espiral, os "níveis de confiança" dos profissionais das organizações e das famílias dos utentes "ficou em causa".

Os primeiros, porque "constataram o medo de ao serem infetados puderem infetar terceiros" e os segundos "que começaram a pôr em causa se deviam recorrer às organizações temendo que os familiares sejam infetados", completou.

"Há, de facto, uma diminuição de nível de confiança nas organizações e nos sistemas", constatou.

Para o dirigente, no pós-covid "nada vai ficar na mesma porque os níveis de confiança terão de ser recuperados e o próprio Estado vai ter de avançar com novos paradigmas".

"Quando encomendámos o estudo foi a pensar no que temos de fazer para reafirmarmos as nossas organizações como sendo de qualidade e de confiança para as pessoas. Vivemos uma situação difícil, mas que é ao mesmo tempo uma oportunidade e é por isso que devemos repensar as organizações", vincou.

De acordo com o responsável, "as organizações de futuro não terão nada a ver com as pré-covid".

"Terão de ter em conta dimensões de segurança normativas, de modernidade associadas ao funcionamento que até agora não existiam e, sobretudo, pessoas mais valorizadas e mais preparadas para a função. Há aqui uma inevitabilidade de agarrar o futuro", explicou.

Defendendo não se "poder continuar a pensar a intervenção social como há 10, 20 ou 30 anos", para Rogério Cação a pandemia de covid-19 "veio apressar a necessidade de mudar as coisas".

"O futuro tem mais a ver com o reforço do apoio domiciliário, com equipas comunitárias que promovam a inclusão das pessoas, com atenção às necessidades específicas das pessoas, por exemplo, daquelas que apenas precisam de um lar para passar o dia", acrescentou.

Portugal encontra-se em estado de emergência com encerramento de comércio, serviços e atividades consideradas não essenciais e dever geral de recolhimento domiciliário para combater a pandemia de covid-19.

No país morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

JFO// ACG

Lusa/fim

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