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Mais um ministro infetado? "Vacinação sem demora, haja sentido de Estado"

Vital Moreira defende que os principais dirigentes políticos do Estado (Presidente da República, primeiro-ministro, ministros, presidente e vice-presidente da Assembleia da República) devem ser vacinados contra a Covid-19 o quanto antes.

Mais um ministro infetado? "Vacinação sem demora, haja sentido de Estado"

Esta terça-feira confirmou-se mais um caso de infeção pelo novo coronavírus no seio do Governo. O ministro da Economia, que já se encontrava em isolamento, testou positivo, levando ao confinamento preventivo de todos aqueles com quem contactou nos últimos dias. São já quatro os ministros que contraíram o SARS-CoV-2.

"Quantos mais ministros infetados e quantos mais confinamentos dos seus círculos de contactos próximos são necessários para ser adotada a única decisão decente, que é de vacinar os principais dirigentes políticos do Estado (PR, PM e ministros, Presidente e vice-presidentes da AR, pelo menos), como grupo de risco que são, pelas numerosas reuniões oficias e de trabalho presenciais em que têm de participar, muitas vezes em espaços fechados, ao serviço do Estado?", pergunta Vital Moreira, num artigo publicado no blogue Causa Nossa intitulado: "Até quando prevalece a pusilanimidade política perante o populismo?"

O ex-eurodeputado prossegue sustentando a sua posição em relação à vacinação das principais figuras do Estado: "Como se não bastasse a remuneração baixa, a devassa regular da sua vida privada, a frequente sujeição ao vilipêndio impune na imprensa e nas redes sociais, o stress provocado pela pandemia e pela crise económica e social associada, ainda se exige que os dirigentes políticos do Estado ponham em risco a sua vida e a dos seus familiares, como bodes expiatórios da demagogia e do populismo nacional?".

O constitucionalista lembra ainda que, cabendo a Portugal a presidência do Conselho da União Europeia neste semestre, "a multiplicação de ministros infetados cria um óbvio constrangimento em relação às reuniões do Conselho e com a Comissão Europeia, pelo receio destes em verem os seus membros ou colaboradores também contaminados, ou sujeitos a confinamento preventivo, pelos seus contatos em Portugal ou com os dirigentes portugueses".

Vital Moreira vai mais longe ao considerar que os governantes portugueses podem ser encarados como personae non gratae pelos dirigentes ou quadros da União Europeia, o que pode arruinar a Presidência portuguesa do Conselho. "Vacinação, sem demora, impõe-se. Haja sentido de Estado", remata.

A possibilidade de os altos cargos políticos terem prioridade no acesso à vacinação contra a Covid-19 chegou a ser equacionada, mas foi afastada. Aliás, a esmagadora maioria dos partidos, à exceção do PAN, recusou que se dê prioridade à vacinação do Presidente da República e do primeiro-ministro.

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