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Portugal estima gastar 200 milhões na vacina para a Covid-19

A ministra da Saúde destacou, após reunião de trabalho sobre o Plano de Vacinação, que "há muitas incertezas em relação a este processo". A vacina será "facultativa e gratuita", garantiu ainda.

Portugal estima gastar 200 milhões na vacina para a Covid-19

O Governo português estima que "o montante global associado às vacinas para o nosso país deverá atingir os 200 milhões de euros e ultrapassar os 22 milhões de doses", anunciou, ao final desta quarta-feira, a ministra da Saúde.

Em declarações aos jornalistas após a reunião de trabalho sobre o Plano de Vacinação de combate à Covid-19, Marta Temido destacou ainda que "há muitas incertezas em relação a este processo", nomeadamente o facto de não serem "ainda conhecidos os resultados dos ensaios clínicos de fase três".

Ainda não é também conhecida a posição da Agência Europeia do Medicamento relativa à "eficácia das vacinas. Isso acontecerá em datas que já estão marcadas para duas das vacinas".

A ministra da Saúde destacou igualmente "incertezas relacionadas com os ensaios clínicos publicados" e que abrangem "maioritariamente pessoas entre os 18 e os 55 anos". Os dados conhecidos não recomendam, também, "a vacinação de crianças e grávidas".

Esta quarta-feira, sublinhou a governante, a 'task-force' criada pelo Governo apresentou "os quatro planos essenciais que serão amanhã tornados públicos" na apresentação do Plano de Vacinação de Combate à Covid-19.

Considerando que "todos temos uma expectativa elevada em relação" à vacinação, Marta Temido alertou que é imperioso manter a "perceção de que o processo de vacinação vai ser longo. Não se concretizará num dia ou num período de tempo curto. Durante meses do ano que vem, temos de garantir que não nos afastamos das regras que nos habituamos a manter".

Sem adiantar em que locais será feita a administração da vacina, Marta Temido limitou-se a garantir que este processo será feito pelo SNS e que a vacina "será universal, facultativa e gratuita".

No processo de vacinação, é expectável uma "escassez de vacinas no primeiro trimestre" de 2021. Depois, sublinhou, "gradualmente ao longo do ano haverá cenários de maior disponibilidade de vacinas". Já no final do ano, é "equacionável que haja uma distribuição mais descentralizada do que num momento inicial".

Apesar de admitir que as primeiras vacinas possam estar disponíveis nas primeiras semanas de 2021, caso a candidata da Pfizer/BioNTech seja já aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) na reunião agendada para 29 de dezembro, a ministra ressalvou que essa disponibilização depende de vários fatores.

"Qualquer um dos países da União Europeia só terá vacinas se a indústria farmacêutica as disponibilizar, se a EMA lhes der um parecer favorável -- porque acima de tudo estão questões de segurança, de efetividade e de qualidade -- e de acordo com aquilo que seja a chegada que as próprias companhias farmacêuticas fazem acontecer a cada um dos países dos seus produtos", descreveu.

Participaram na reunião de hoje os ministros de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, da Saúde, da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, assim como o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes.

Portugal contabiliza pelo menos 4.645 mortos associados à Covid-19 em 303.846 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

Leia Também: AO MINUTO: Vacina? Será "facultativa e gratuita". Menos casos em Espanha

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