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Jornal erra (duas vezes) ao escrever nome de Marcelo Rebelo de Sousa

Erro foi cometido na notícia sobre a morte do ensaísta e filósofo português Eduardo Lourenço.

Jornal erra (duas vezes) ao escrever nome de Marcelo Rebelo de Sousa

"Marcelo Rabelo de Souza". Assim escreveu, esta terça-feira, a Folha de São Paulo o nome do Presidente da República numa notícia sobre a morte de Eduardo Lourenço. 

"O presidente português Marcelo Rabelo de Souza lamentou a morte de Lurenço em nota publicada no site do governo", pode ler-se no texto. O que, a bem do rigor, também é um erro, uma vez que a nota do chefe de Estado foi publicada no site da Presidência da República.

Esta quarta-feira é Dia de Luto Nacional pela morte de Eduardo Lourenço. As cerimónias fúnebres estão marcadas para esta manhã, a partir das 11h, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico e um dos maiores pensadores portugueses, morreu, esta terça-feira, em Lisboa, aos 97 anos. 

Figuras da Política às Artes prestaram a sentida homenagem ao professor que, nas palavras de António Costa, era "daquelas raras personalidades que conseguem alcançar o privilégio do respeito unânime e da admiração geral".

O corpo de Eduardo Lourenço vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos (Nave Central), a partir das 11 horas, estando a Cerimónia marcada para as 12 horas.

Várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa. Uma referência da sociedade que personalidades como António Guterres, Durão Barroso, Ana Gomes, Elisa Ferreira, João Soares, Francisco Louçã, Fernando Medina, Rui Moreira e Marisa Matias, entre outras, fizeram questão de recordar, no dia de ontem, através das redes sociais.

Ao longo da sua vida, vários prémios se sucederam, com destaque para o Prémio Camões, em 1996, e o Prémio Pessoa, em 2011. Recebeu também os prémios António Sérgio (1992), D. Dinis (1996), Vergílio Ferreira (2001), Universidade de Lisboa (2012), Jacinto do Prado Coelho (em 1986 e em 2013) e Vasco Graça Moura (2016), entre outros. E em 1999, foi nomeado administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Entre condecorações e distinções, Eduardo Lourenço recebeu as ordens de Grande Oficial de Santiago e Espada (1981), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1992), a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e Espada (2003) e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (2014).

França distinguiu-o com a Ordem Nacional de Mérito (1996), a Ordem das Artes e das Letras (2000) e a Legião de Honra (2002), e em 2008 recebeu a medalha de Mérito Cultural do Governo Português e a Ordem de Mérito Civil de Espanha.

Doutorado Honoris Causa pelas Universidades do Rio de Janeiro, de Bolonha, de Coimbra e pela Nova de Lisboa, tomou posse, a 7 de abril de 2016, como Conselheiro de Estado, designado pelo atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nesse mesmo ano, venceu o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, ex-aequo com o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu.

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