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  • 23 JANEIRO 2021
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Covid-19: Autoridades já estão a "projetar o Natal"

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou hoje que as autoridades já estão a projetar o que se poderá fazer no Natal e que este será celebrado, "com mais ou menos pessoas".

Covid-19: Autoridades já estão a "projetar o Natal"

Graça Freitas respondia desta forma na conferência de imprensa regular sobre a pandemia de covid-19 se Portugal está a preparar medidas para o Natal, uma vez que já há países europeus que estão a definir critérios para esta época.

A diretora-geral referiu que há bastantes casos na Europa de covid-19 e houve países que começaram mais cedo esta segunda fase da pandemia do que Portugal e estarão mais adiantados já a prever as medidas para o Natal, acrescentando: "Não posso deixar de dizer que nós em Portugal também já estamos a projetar o que é que se poderá fazer no Natal".

Mas, primeiro, é preciso esperar para ver se as medidas tomadas atualmente vão ter impacto na incidência da situação epidemiológica e a "boa notícia" é que há concelhos que já "estiveram bastante piores com incidências muito elevadas" e estão a mostrar "uma tendência de abrandamento".

"Neste momento, não podemos, enfim, relaxar nas nossas medidas, mas temos que ter em atenção que o seu nível de crescimento já foi também mais acentuado no passado", vincou.

Graça Freitas disse esperar que quando se chegar ao Natal "seja possível em Portugal abrandar de alguma forma as medidas" que existem agora "sem que abrandamento signifique qualquer tipo de relaxamento".

"Temos que continuar a nossa vida, mas minimizando ao máximo os riscos e isso passa pela forma como fazemos o nosso dia a dia e vamos ter o Natal de certeza com mais ou menos pessoas mais à distância, menos à distância, mas eu estou certa que o vamos comemorar", declarou.

Destacou que, de um modo geral, "os cidadãos têm contribuído para que a pandemia não seja ainda mais descontrolada ou maior e essa é uma é uma coisa muito positiva".

Questionada sobre os casos de reinfeção, Graça Freitas disse que "são situações raras que carecem de muita investigação e muito estudo", salientando que os dois últimos relatos portugueses "estão a ser acompanhados e estudados exatamente para ver se são ou não verdadeiras infeções".

Um estudo publicado na revista científica Nature, realizado na cidade chinesa de Wuhan, onde apareceram os primeiros casos de covid-19, revelou que, de um total de 1.174 contactos próximos de casos positivos assintomáticos que foram rastreados, todos deram negativo para a covid-19.

"Em comparação com os pacientes sintomáticos, as pessoas assintomáticas geralmente apresentam baixa quantidade de carga viral e curta duração da eliminação viral, o que reduz o risco de transmissão de SARS-CoV-2", refere o estudo. Questionada sobre estes resultados, Graça Freitas disse que são "a prova" do que as autoridades têm dito todos os dias nas conferências da DGS.

"Cada dia que passa sabemos mais sobre o vírus, mas também cada dia que passa continuamos a constatar o nosso grau ainda de incerteza e só vamos percebendo quando se fazem muitos estudos em muitos pontos do mundo, com metodologias que depois nos permitem tirar conclusões", disse, sublinhando que um estudo "nunca pode ser visto isoladamente".

Graça Freitas disse ainda que a questão dos assintomáticos é das "mais difíceis de avaliar", de estudar, de medir "e, se calhar, a questão que os cientistas, para além da cura e das vacinas, mais gostariam de ver resolvida".

"De facto é mais fácil controlar uma doença que se sabe exatamente como se propaga do que uma doença que tem estas controvérsias no que diz respeito ao período de assintomático e portanto vamos continuar a aguardar estudos e continuar a acompanhar", rematou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.971 em Portugal.

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