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Risco de transmissão "tem vindo a abrandar muito lentamente"

A conferência de imprensa desta sexta-feira contou com a presença, apenas, da ministra da Saúde Marta Temido.

Risco de transmissão "tem vindo a abrandar muito lentamente"

Coube à ministra Marta Temido fazer a conferência de atualização da pandemia da Covid-19, esta sexta-feira, e pouco depois de ter sido divulgado o boletim da DGS que registou, nas últimas horas, mais 6.653 novas infeções - 4.061 só na região Norte - e mais 69 óbitos

A governante começou o briefing  por apelar à população que ajude evitar a propagação da Covid-19, cumprindo as normas e medidas já anunciadas, principalmente, por respeito aos profissionais de saúde que continuam a combater a pandemia na linha da frente.

"Os nossos profissionais de saúde estão cansados, mas garanto que estão a postos e podemos contar com eles. Contudo, é nosso dever fazer um maior esforço de parar a transmissão da doença (...). Seria irresponsável abrandar o esforço que a todos nos convoca, nestes dias de especial exigência. Compreendendo a angústia de quem vai abrandar a atividade económica, compreendendo também a fadiga de quem está na linha da frente, mas não posso deixar de fazer um apelo a todos para que sejam cumpridas as medidas que estão estabelecidas", salientou, no dia em que Portugal voltou a atingir um novo recorde de infeções diárias.

A letalidade é mesmo, segundo a ministra da Saúde, um dos aspetos que mais preocupa o Governo, porque "há mulheres e homens por trás desses números".

Já quanto ao risco de transmissão (RT) no país, que é neste momento de 1.1, a ministra Marta Temido sublinhou que "tem vindo a abrandar muito lentamente" e que este deve ser lido de uma forma "prudente", visto que, "é uma variação muito pequena". 

Antes de passar às perguntas dos jornalistas, a governante fez ainda questão de explicar que estamos a passar por uma segunda vaga da pandemia, tal como quase todos os países europeus, e lembrou o recolher obrigatório "entre as 13h e as 5h" de sábado e domingo.

Cada internamento em privado custa 2.495 euros ao Estado

Questionada sobre o preço de internamento de doentes Covid-19 em hospitais privados, Marta Temido confirmou que "tínhamos um preço por internamento de doente Covid-19 em hospital não SNS  de 1.962 euros. Neste momento passou para 2.495 euros".

Nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) a ventilação inferior a 96h custa 6.036 euros e a superior a 96h 8.491 euros.

Já nos hospitais públicos o preço é de 2.759 euros, variando de doente para doente. De acordo com a ministra da Saúde, "os preços foram apurados com base nos custos, com uma margem superior de 10%". Quanto aos doentes não Covid, "não houve qualquer alteração".

Durante a mesma intervenção, a governante anunciou que os hospitais privados já disponibilizaram cerca de 100 camas para responder às transferências de doentes com Covid-19 do SNS. Ainda assim, Marta Temido adiantou que há ainda negociações a acontecer com outras entidades privadas. 

8.755 profissionais de saúde infetados, 5.143 já tiveram alta

Sobre o número de profissionais de saúde infetados, a responsável da tutela anunciou que 8.755 foram contagiados, sendo que 5.143 já recuperaram. "Do total, 991 são médicos, 2.253 enfermeiros, 2.027 assistentes operacionais, os restantes são outras categorias profissionais", clarificou.

"Ministério não emitiu despacho para a suspensão da atividade não urgente"

Já questionada sobre o, alegado, despacho do Ministério da Saúde para a suspensão da atividade programada não urgente, Marta Temido garantiu que nada disto foi emitido, esclarecendo que existe sim um despacho destinado a permitir às suas unidades, a nível local e regional, fazerem esta avaliação.

"Cancelar foi o que pedimos em março, o de agora diz avaliar localmente se há essa efetiva necessidade. Há hospitais que, neste momento, têm uma situação epidemiológica que é bastante controlada e, portanto, mantêm a sua atividade normal. Em cada hospital existe uma direção clínica e em cada ARS existe um conselho diretivo que decide em função da evolução e as responsabilidades dos hospitais em termos de outras patologias”, afirmou.

Antes de terminar a conferência de imprensa, a ministra da Saúde recordou que "a situação no país é grave" e apelou a que todos cumpram o "distanciamento, lavagem das mãos e arejamento de espaços". 

Reveja aqui a conferência de imprensa:

[Notícia atualizada às 15h59]

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