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5G: Regulamento é "utópico" e "só faz sentido" para presidente da Anacom

O presidente executivo da Altice Portugal teceu hoje duras críticas à proposta de regulamento do leilão de 5G da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), classificando-o de "utópico" e que "só faz sentido" na cabeça do líder da entidade.

5G: Regulamento é "utópico" e "só faz sentido" para presidente da Anacom
Notícias ao Minuto

14:13 - 02/11/20 por Lusa

País 5G

Alexandre Fonseca falava num encontro com jornalistas sobre a tecnologia de quinta geração ((5G), cuja aprovação do regulamento final estava prevista para setembro e o início do leilão para outubro, de acordo com o calendário disponível no 'site' da Anacom.

"Este é facto um regulamento alheado da realidade, um regulamento que é utópico e só faz sentido nas atuais condições na cabeça de uma pessoa no nosso país, o presidente da autoridade reguladora do setor das comunicações em Portugal", criticou o presidente da Altice Portugal.

A Anacom é presidida por João Cadete de Matos.

Trata-se de um regulamento, "que apenas posso classificar como uma fábula ideológica, de alguém com preconceitos contra o setor, zangado com tudo e com todos e que está determinado em castigar o setor única e exclusivamente tendo por base os anseios mediáticos e ideológicos, de presença na comunicação social e de garantir uma pseudo defesa do consumidor num setor que funciona", acrescentou, apontando que as telecomunicações demonstraram, durante a pandemia, que estavam "à altura de todos".

Alexandre Fonseca reiterou que a proposta de regulamento "é irrealista do ponto de vista de muitas das matérias que lá estão vertidas, incluindo as obrigações de cobertura".

É "irreal porque não se adapta à realidade do nosso país e à necessidade que um projeto como o 5G tem para a nossa sociedade e para a nossa economia, ferido de ilegalidades várias no que toca ao apoio à entrada de novos operadores", salientou o gestor.

Alexandre Fonseca sublinhou ainda que a dona da Meo não teme a concorrência.

"E que fique claro: a Altice Portugal não receia a entrada de novos operadores no mercado português, somos líderes de mercado em todos os segmentos, e temos vindo a crescer a nossa liderança", acrescentou.

Mas, "o que queremos é que os novos operadores" que entrem em Portugal, "além de contribuírem para o desenvolvimento do setor e da nossa economia tenham condições idênticas, que tenham obrigações de cobertura como os operadores históricos" que há mais de 30 anos investem em Portugal, argumentou.

E que "não tenham descontos artificiais, os preços de acesso ao espectro, só porque são novos operadores, que não apanhem boleias das redes fruto de investimento de três décadas" do setor no mercado português, ou seja, "que não apanhem uma boleia grátis", destacou Alexandre Fonseca.

A proposta de regulamento tem sido também criticada pela NOS e Vodafone.

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