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"Êxito do SNS" no combate à Covid-19 "baseou-se no confinamento"

Miguel Sousa Tavares dedicou o seu habitual comentário na TVI à pandemia da Covid-19 e à resposta do Serviço Nacional de Saúde.

"Êxito do SNS" no combate à Covid-19 "baseou-se no confinamento"

"Acho que se está a criar um ambiente mau e um ambiente perigoso junto da opinião pública no que respeita à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde sobre a Covid". Foi deste modo que Miguel Sousa Tavares iniciou o seu habitual comentário das segundas-feiras na TVI24, onde versou sobre a Covid-19 e a resposta do Serviço Nacional de Saúde à pandemia.

E justificou: "O ambiente mau tem que ver com o número crescente de casos e de mortes e de internados e também com uma certa cacofonia dissonante das declarações que ouvimos".

"Por um lado, ouvimos o Governo a dizer que nada está fora de controlo e longe disso e, por outro lado, ouvimos várias vozes de especialistas a dizer que estamos muito próximo de perder o controlo da situação", apontou o comentador. 

Para Sousa Tavares, "temos presente aquilo que sempre foi dito que o Serviço Nacional de Saúde teve um grande êxito no combate à pandemia em março/abril, no primeiro pico". E, tendo isso presente, sublinhou, "é estranho que se chegue a esta altura e que pareça que não se aprendeu grande coisa, na capacidade de rastrear as cadeias de transmissão, na preparação de mais médicos do Serviço Nacional de Saúde para combater este tipo de pandemia, por exemplo".

"Se olharmos para o tal êxito tão louvado do combate à pandemia do Serviço Nacional de Saúde na primavera passada, sem menosprezo pelo esforço e dedicação daqueles que dentro do SNS combateram a pandemia, constatamos que esse êxito se baseou em dois fatores, essencialmente: Um, no confinamento dos portugueses - primeiro voluntário e depois obrigatório - e que foi sem paralelo em vários outros países e, segundo, no facto de o Serviço Nacional de Saúde ter abandonado todos os outros doentes", opinou o comentador.

Já sobre se o Estado devia recorrer aos privados, Sousa Tavares disse que "mais importante do que o princípio", é o facto de o "Estado ter de acorrer à saúde dos portugueses"

"Nós não estamos a tentar empurrar [a saúde para os privados]. Estamos a tentar empurrar o Serviço Nacional de Saúde para que ele acorra aos portugueses, porque ainda hoje houve filas para as pessoas serem vacinadas para a gripe... não há justificação. Porque que é que os privados não fazem aquilo?", questionou. 

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 1.949 infetados e 17 óbitos relacionados com a Covid-19. Desde que a pandemia chegou ao país, as autoridades contabilizaram 101.860 casos da doença e 2.198 vítimas mortais.  Portugal ultrapassou, assim, esta segunda-feira, a 'barreira' dos 100 mil casos

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