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  • 03 DEZEMBRO 2020
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"Estamos a evitar confinar. Não podemos ficar fechados todo o Inverno"

A Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde realizaram a já habitual conferência de imprensa relativa à evolução da pandemia. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde assegurou que o SNS está preparado para a "sobrecarga" desta segunda vaga e defendeu ainda que se está a "todo o custo evitar confinar" porque "não podemos ficar fechados todo o Inverno".

"Estamos a evitar confinar. Não podemos ficar fechados todo o Inverno"

Na conferência de imprensa relativa à infeção pelo novo coronavírus, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde garantiu que o SNS está preparado para a segunda vaga de Covid-19. "É com a serenidade de sempre que continuamos a dizer aos portugueses que o SNS, apesar da sobrecarga que este momento representa, está preparado para continuar a dar respostas".

"Já fizemos mais de três milhões de testes à Covid-19 em Portugal. Temos hoje 798 camas em unidades de cuidados intensivos, das quais 250 dedicadas à Covid-19, com uma ocupação de 66%, isto é, 165 doentes Covid", detalhou o governante. 

E a "reserva nacional de Equipamentos de Proteção Individual, equipamento fundamental para os profissionais poderem prestar cuidados de saúde em segurança, é hoje de 29 milhões de artigos".

Confinamento? "Estamos a todo o custo a evitar confinar"

Lacerda Sales foi questionado relativamente à possibilidade de Portugal adotar o confinamento obrigatório como forma de controlar a progressão da pandemia. De acordo com o governante, "eu diria que cada país tem usado a sua própria estratégia. Estamos todos a aprender uns com os outros. Obviamente que estamos a todo o custo a evitar confinar porque não podemos ficar fechados todo esse tempo, todo o Inverno, como é óbvio".

Em vez de adotar o confinamento, Portugal tem adotado, isso sim, "medidas graduais que visam a convivência com o vírus e com a normalidade possível na nossa vivência coletiva".

"Não teremos garantidamente de ficar confinados se conseguirmos manter o distanciamento social e o nosso comportamento individual de acordo com aquilo que são as diretrizes da Direção-Geral da Saúde. Essa etiqueta comportamental social é uma exigência não só no nosso meio laboral, mas também no nosso meio familiar. Por isso, isso dá-nos responsabilidade acrescida para não baixarmos a guarda e sermos mais conscientes”, vincou ainda. 

Vacina da gripe

Começou, esta segunda-feira, a segunda fase da campanha especial de vacinação da gripe sazonal para todos os cidadãos maiores de 65 anos. Questionado relativamente à falta de vacinas em algumas farmácias, António Lacerda Sales explicou que, "numa ótica de alargamento de canais de vacinação, foi celebrado um acordo com associações de farmácias e distribuidores para garantir a vacinação gratuita a partir do 65 anos".

Aderiram a este acordo 75% das farmácias para "garantir a cobertura em 256 concelhos. Neste contexto de emergência sanitária, trata-se de uma medida inovadora e complexa e por isso estamos em crer que tudo irá correr bem".

O governante destacou ainda, neste contexto, que se pretende "que este seja um programa dinâmico que envolva o maior número de farmácias num processo de equidade e coesão territorial. A disponibilização é feita em tranches; não se pretende vacinar toda a gente ao mesmo tempo". Por isso, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde deixou um apelo "à serenidade e à tranquilidade".

Alta clínica sem teste negativo

Já relativamente à alta clínica ao final de 10 dias sem teste negativo à Covid-19, a diretora-geral da Saúde justificou que "esta questão surge da evolução do conhecimento científico. Apesar de alguns graus de incerteza, hoje sabemos muito mais sobre a dinâmica do vírus, sobre a replicação do vírus e sobre como se excreta, como sai de uma pessoa para a outra e em que quantidade".

Já sabíamos, inclusive, continuou, "que as pessoas que contraem a doença, mesmo depois de não terem sintomas, podiam ter ainda teste positivo e já se sabia há umas semanas/meses que isso provavelmente se devia a partículas virais que ficaram no trato respiratório e que [estas] não tinham capacidade para infetar outras pessoas”.

Concluiu por isso a autoridade de saúde que, "de acordo com vários estudos, de acordo com a evidência que à data temos no que diz respeito à ciência, a Organização Mundial da Saúde e o Centro Europeu de Controlo de Doenças Infecciosas fizeram os seus pareceres, que nós seguimos depois de termos estudado o assunto com especialistas da área clínica".

A conclusão foi: "A evolução clínica é mais relevante do que a evolução laboratorial para determinar se um indivíduo se mantém ou não infecioso. Estas pessoas, se tiverem tido doença ligeira ou doença assintomática, mas com teste positivo, se ao décimo dia não tiverem febre e obivamente não tiverem agravamento dos sintomas, considera-se que não estão a infetar outras".

A alta clínica será dada pelo médico assistente e esse documento "corresponde ao fim do isolamento", sendo que a pessoa pode voltar ao trabalho ou à escola. 

Recorde aqui a conferência: 

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