Meteorologia

  • 24 NOVEMBRO 2020
Tempo
11º
MIN 9º MÁX 18º

Edição

Tentativa de fraude? Sementes enviadas por correio já foram analisadas

Ao Ministério da Agricultura chegaram 57 pacotes de sementes asiáticas que os portugueses receberam sem terem solicitado e algumas delas são proibidas na União Europeia. Nos EUA, há uma teoria que justifica este fenómeno e que aponta para uma tentativa de fraude.

Tentativa de fraude? Sementes enviadas por correio já foram analisadas

O fenómeno dos pacotes de sementes de países asiáticos enviados pelo correio chegou aos 'quatro cantos do mundo' e o Departamento de Agricultura dos EUA tem uma teoria que o explica. Por cá, o Ministério da Agricultura recebeu e analisou 57 pacotes de sementes.

No início de setembro, o Ministério da Agricultura alertou para o envio postal de pacotes de sementes de países asiáticos e solicitou que estas não fossem semeadas nem deitadas ao lixo. Deveriam, isso sim, ser encaminhadas para a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

O gabinete de Maria do Céu Antunes indicou ao Notícias ao Minuto que, até à data, chegaram à DGAV "57 pacotes de sementes entregues por cidadãos nacionais e que não as tinham solicitado".

As sementes foram devidamente analisadas e "identificaram-se 23 espécies vegetais diferentes, que incluem sementes de plantas exóticas". Foram ainda identificadas outras sementes cuja entrada na União Europeia é proibida, tais como "sementes de citrinos, por poderem transmitir várias doenças dos citrinos".

Indicou também o Ministério da Agricultura que "os ensaios de germinação já realizados têm mostrado que se tratam de sementes vivas com capacidade germinativa".

A que se deve este fenómeno?

As autoridades ainda não conseguem explicar com exatidão o motivo que justifica este envio não solicitado, mas o Departamento de Agricultura dos EUA tem uma teoria, acreditando se tratará de uma tentativa de fraude, conhecida como 'brushing'.

Esta prática melhora a reputação de lojas online com avaliações falsas, mas exige o envio de encomendas. Basicamente, é feito o envio de mercadorias não solicitadas com o objetivo de registar compras falsas, sendo que os pedidos são realizados em nome de clientes que não existem.

Esses clientes falsos, explica o site G1, podem então deixar avaliações positivas na página da loja online ou até nos produtos que são comercializados. Porém, este feedback só pode ser deixado quando o cliente recebe a encomenda, que pressupõe um envio. Alguns sites exigem, inclusive, um número de rastreamento da encomenda.

Esta prática é justificada pela necessidade de o vendedor melhorar a sua reputação, o que irá ajudar a incrementar as vendas.

O mesmo meio de comunicação brasileiro indica ainda que as moradas usadas no 'brushing' são normalmente conseguidas através de informação de lojas que são 'atacadas' por piratas informáticos.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório