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Testes rápidos "ainda não estão recomendados" para diagnóstico da Covid

A conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus contou, esta quarta-feira, com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido, e da diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas. Os testes rápidos foram um dos temas em análise.

Testes rápidos "ainda não estão recomendados" para diagnóstico da Covid

Depois de ser conhecido o mais recente boletim epidemiológico relativo a Portugal, teve início a conferência de atualização da informação relativa à infeção pelo novo coronavírus, e que hoje contou com a ministra da Saúde e da diretora-Geral de Saúde.

A governante começou por referir que a taxa de incidência a sete dias é de 47 novos casos por 100 mil habitantes, sendo a mesma taxa a 14 dias de 86,8 casos por 100 mil habitantes. O Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSAatualizou o cálculo do valor médio do RT do período de 14 a 18 de setembro e este "encontra-se agora estimado em 1.11, uma ligeira redução face ao que tivemos", destacando "que o RT tem de ser lido ao mesmo tempo que se lê o número de novos casos", número médio que "nestes dias tem sido elevado, de 725" novas infeções

Sobre o plano outono/inverno, Marta Temido afirmou que este "tem um conjunto de ações e medidas que estão a ser realizadas no terreno", mas também "radica nos profissionais de saúde, sobretudo nos que estão afetos ao SNS"

Explicando que "têm sido referidas questões a propósito do número de profissionais de que o SNS dispõe neste momento", a ministra sublinhou que "desde final de 2015 e início de 2016", o "reforço de recursos humanos foi significativo" e no período compreendido entre dezembro de 2015 e dezembro de 2019 "foram contratados 15.425 profissionais".

Desde o início do ano, "o SNS dispõe de mais 5.216 profissionais de saúde" e, destes, 1.527 são enfermeiros e 1.784 assistentes operacionais. Temido, no entanto, voltou a referir, como já tinha feito esta manhã, que estão a decorrer os concursos para colocação de recém-especialistas, este ano atrasado pela pandemia.  

Fátima. "Deu-se agora início ao trabalho habitual que é a apreciação do plano"

Após a primeira reunião, desta terça-feira, entre o reitor e o vice-reitor do Santuário de Fátima e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde e a DGS, Graça Freitas explicou que lhes foi "apresentado um plano de contingência do Santuário". "Recebemos esse plano, fizemos questões, obtivemos respostas, demos esclarecimentos e, ontem, fizemos a segunda reunião", esta já de "carácter mais operacional"

"Uma vez lido o plano, vistas as plantas, deu-se agora início ao trabalho habitual que é a apreciação desse plano e ver se ele está ou não conforme o que serão as nossas recomendações. No final sairá, como tem saído para outras circunstâncias, um parecer", explanou Graça Freitas. 

Saída de Jamila Madeira. "Alterações fazem parte da vida das equipas"

Novamente questionada sobre a saída de Jamila Madeira da tutela da Saúde, Marta Temido fez questão de sublinhar que já se tinha pronunciado na semana passada "agradecendo todo o trabalho que foi realizado" e "dando nota de que estas alterações fazem parte da vida das equipas"

"Na vida pública temos de estar sempre preparados para elas e é, sem dúvida nenhuma, a nossa posição", acrescentou a ministra. Recorde-se que a própria ex-secretária de Estado Adjunta e da Saúde disse ter ficado "surpreendida" com a sua exoneração do cargo. 

Testes rápidos? "Utilização destes testes ainda não está recomendada"

Já sobre os testes rápidos, a governante referiu que têm "estado a trabalhar relativamente a esse tema". "Aquilo que está a surgir no mercado, em termos de alternativas nesta área, é muito dinâmico e, portanto, a questão da disponibilidade para os portugueses dos melhores testes em cada momento com garantia da sua segurança, fiabilidade e capacidade de detetar em cada caso com certeza aquilo que é o estado de saúde do indivíduo são, para nós, fundamentais". 

Temido recordou as palavras de António Lacerda Sales e reiterou que "a utilização destes testes ainda não está recomendada entre nós para diagnóstico de casos de infeção" pelo novo coronavírus. "Até ao final desta semana", acrescentou, "teremos uma definição sobre as circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados". 

"Está sobretudo em causa o contexto da sua utilização. Recordo que estes testes não eliminam a ocorrência de resultados que sejam falsos negativos e, portanto, para nós é isso que merece um cuidado especial na definição do concreto contexto da sua utilização", disse. 

Há "705 utentes positivos" em Estruturas Residenciais para Idosos

Marta Temido apontou que "os surtos que mais preocupam são aqueles que estão relacionados com estruturas residenciais para idosos", aproveitando para referir que "temos 44 surtos ativos" nestas instituições - 17 no Norte, dois no Centro, 23 em Lisboa e Vale do Tejo e dois no Alentejo. Estão abrangidas "74 unidades" por estes surtos, onde há "705 utentes positivos". 

"Aquelas situações que correspondem a instituições que têm, na origem, maiores fragilidades organizacionais, sob o ponto de vista técnico e de recursos humanos, merecem da parte da Saúde maior atenção e é por isso que lhes afetamos, desde logo, equipas do SNS para efeitos de reforço", destacou Marta Temido. 

Já relativamente aos óbitos, Graça Freitas explicou que "há uma base de dados, atualizada de 10 em 10 minutos" no site da DGS. "Qualquer cidadão que queira consultar e saber qual é o número de mortos em determinado dia e determinada hora, por todas as causas e por todas as idades, encontra essa informação de forma completamente atualizada"

Reveja na íntegra:

[Última atualização às 15h17]

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