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  • 26 SETEMBRO 2020
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TAP "foi atingida" e "isso coincidiu com reestruturação que tem um preço"

Após visitar a Escola Básica de Gueifães, o Presidente da República deslocou-se a hotéis da cidade do Porto para perceber a situação que se vive durante a pandemia. Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas sobre o Turismo, a TAP e o regresso do Ano Letivo.

TAP "foi atingida" e "isso coincidiu com reestruturação que tem um preço"

Após uma visita à Escola Básica de Gueifães, na Maia, Marcelo Rebelo de Sousa falou à comunicação social na Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, após se ter dirigido também a hotéis do Porto para se inteirar sobre a situação durante a pandemia da Covid-19.

O Presidente da República começou por versar sobre os britânicos, "amigos e aliados de sempre", e a sobre a "desilusão pelo encerramento", a seu ver "largamente injusta, dessas fronteiras". "O que me permitiu praticamente desde maio arrancar do grau zero - que era o que se passava no Turismo em Portugal - e ver subir lentamente", acrescentou. 

"Em junho, com dificuldade, em julho, com alguma expectativa, depois uma quebra em julho precisamente por razões de condicionamento externo, uma retoma lenta e difícil em agosto e, agora, a luta, em setembro, na busca de mercados diferentes", traçou o Chefe de Estado. 

Marcelo Rebelo de Sousa prosseguiu a intervenção assinalando que "os portugueses foram excecionais, o turismo nacional ultrapassou-se, sobretudo nas circunstâncias vividas". "Não era possível mais, mas isso não aconteceu da mesma maneira quanto ao turismo vindo de fora: nuns casos uma boa surpresa, quando foi possível abrir as fronteiras com a Espanha, embora limitada a certas áreas do território, e depois outros mercados que têm vindo a responder, mas é tudo um processo muito lento e com muita dificuldade". 

O Presidente da República disse ainda ter "a noção que, no meio desta dificuldade, Porto e Lisboa são sofredores muito fortes daquilo que é esta tentativa na base da coragem dos empresários e trabalhadores do Turismo de manterem vivo um prestígio que é universal em condições muito adversas". 

Mesmo assim, acrescentou, "quem resistiu como nós resistimos a tempos muito difíceis em termos de Turismo, vai resistir também agora", destacando que "é preciso que haja incentivos" e ouve "com alegria falar na eventualidade da abertura de novas linhas de crédito para o Turismo" e esses "são fundamentais". 

"Operadora aérea nacional por excelência foi muito atingida"

Questionado sobre o plano de retoma da TAP - em que de seis novas rotas, só uma é do Aeroporto Sá Carneiro - o Chefe de Estado afirmou ser "evidente que, quando há uma pandemia desta natureza e uma crise deste alcance, a operadora aérea nacional por excelência foi muito atingida". "Basta olhar para o panorama nos aeroportos, a começar pelo Humberto Delgado, e ver os aviões parados às dezenas para não dizer mais do que isso". 

É preciso, na ótica de Marcelo, entender que "isso coincidiu com um processo de reestruturação que está em curso e que tem um preço: esse preço é global e depois há preços específicos. Espero é que se ultrapasse essa fase porque faz muita falta que quer esse operador quer outros possam cumprir uma missão que é essencial ao Turismo português"

Ano Letivo "vai ser difícil"

Já quanto ao ano letivo, o Presidente da República sublinhou que este "vai ser difícil", porque foi "posto de pé numa pandemia, num mês e meio e com exames do ano letivo anterior a serem realizados depois de agosto"

Houve, frisou, "um esforço brutal dos professores, dos diretores, do Ministério da Educação, pais, alunos e, em geral, para as comunidades educativas", significando isto que a "adaptação é mais fácil numas escolas que noutras". "Estabelecimentos com centenas largas de alunos, com mais de mil alunos, tiveram e têm de fazer um esforço brutal para gerir o espaço", para ter em conta o distanciamento social necessário no contexto da pandemia da Covid-19.

Uma das formas de olhar para a questão é dizer que não é possível e fechar as escolas - o que Marcelo disse ser "errado", uma vez que no Ensino Básico e Secundário "não é sistema não haver ensino presencial". "Vamos corrigir aquilo que não vai funcionar bem da primeira vez", concluiu. 

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