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Encerramento de escolas? "Só em situações muito extraordinárias"

A conferência de imprensa desta sexta-feira contou com a presença de Marta Temido, ministra da Saúde, e de Graça Freitas, diretora-geral da saúde. O início do ano letivo, marcado para a próxima semana, foi o tema central deste briefing.

Encerramento de escolas? "Só em situações muito extraordinárias"

Já arrancou mais uma conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus em Portugal, depois de ter sido divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que, nas últimas 24 horas, foram registados mais três mortos e 687 casos confirmados de Covid-19 no país

Em direto do Ministério da Saúde, Marta Temido começou sublinhar que, a atual situação epidemiológica no país, "exige um redobrar do esforço de todos", justificando assim o conjunto de medidas adicionais aprovadas ontem em Conselho de Ministros, que entrarão em vigor no próximo dia 15 de setembro, altura em que Portugal Continental passa a situação de contingência. 

"Procuramos oferecer um regresso seguro às escolas, proteger os mais vulneráveis, nomeadamente, os mais idosos e residentes em instituições, e procuramos garantir que o trabalho e a economia se mantêm a funcionar. Sabemos que isso só será possível se equilibrarmos os contatos, o número dos contatos e também a proteção utilizada nos contatos. Estes aspetos são decisivos", vincou a ministra. 

A governante reiterou ainda que hoje o país está melhor preparado "para responder ao contexto pandémico em termos de recurso, métodos de trabalho, de conhecimento", mas, alertou que, tal como já foi repetido por diversas vezes, "até à vacina ou ao tratamento eficaz há um risco real e não o podemos substimar". "Neste momento, só com o esforço individual é que podemos reduzir a curva epidemiológica", acrescentou.  

Fiscalização nos arredores das escolas? 

Questionada sobre se os arredores das escolas vão ser fiscalizados a fim de se garantir que os alunos não desrespeitam as normas de prevenção contra a Covid-19, Marta Temido fez suas as palavras já por diversas vezes repetidas por Graça Freitas: "Somos todos agentes de Saúde Pública". Para a ministra, este "é um momento de responsabilidade individual e coletiva", no qual a sociedade civil deve "alertar os mais novos, a comunidade escolar ou os encarregados de educação quando as regras não forem respeitadas." "E depois há a escola segura e a intervenção das forças de segurança que permitem também ajudar a controlar essas situações", acrescentou.

Encerramento de escolas? "Só em situações muito extraordinárias"

Sobre o protocolo a seguir aquando da identificação de casos de Covid-19 nas escolas, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, tomou a palavra e afirmou que o encerramento dos estabelecimentos de ensino pode ocorrer para limitar um contágio, mas que essa será uma resposta que deve ser aplicada "só em situações muito extraordinárias", cuja decisão será avaliada por várias autoridades. 

"A intenção é que o encerramento na totalidade de uma escola seja uma excepção. Há mecanismos que vão ser adotados e estão previstos para que essa escola possa ser encerrada", reiterou.

Ainda sobre o surgimento de possíveis infeçõesa responsável explicou que cada caso será analisado tendo em consideração o contexto ou o número de contágios, entre outros parâmetros, e que as autoridades de saúde tudo farão para conter um eventual surto numa turma ou num espaço de atividade de uma escola. "Um caso numa escola, ou quatro, que vivam mais ou menos isolados, não tem o mesmo significado que três ou quatro casos que comuniquem muito com outras pessoas, que passem de sala para sala", sustentou. 

Saída de Portugal dos corredores aéreos do Reino Unido: "Não podemos concordar, mas respeitamos"

Confrontada pelos jornalistas sobre a saída de Portugal dos corredores aéreos do Reino Unido pela segunda vez, Marta Temido reforçou a posição do Governo: "É uma decisão de um país soberano com a qual não podemos concordar mas que respeitamos".

"Achamos também que o critério multifatorial é mais adequado do que o critério da incidência de novos casos nos últimos sete dias ou 14 dias. Temos defendido esta posição, estamos em linha com outros países da União Europeia e é isso que vamos continuar a defender", concluiu a ministra.

Reveja aqui a conferência: 

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