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  • 04 JULHO 2020
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"Houve uma grande coerência nas medidas preventivas da DGS"

Além de Lacerda Sales e Graça Freitas, a conferência conta hoje com a presença de Rui Portugal, Coordenador do Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19 em LVT.

"Houve uma grande coerência nas medidas preventivas da DGS"

A conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus já começou e conta, esta segunda-feira, com a presença do Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, da Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, e do coordenador do Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, Rui Portugal.

De acordo com o boletim epidemiológico desta segunda-feira, o novo coronavírus já matou 1.568 pessoas em Portugal e infetou 41.912. Um aumento de quatro óbitos e 266 novos casos nas últimas 24 horas.

O secretário de Estado da Saúde divulgou ainda que a taxa de letalidade global é de 3,7% e acima dos 70 anos de 16%. A situação em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) "continua a ser a que inspira mais atenção das autoridades de saúde" e é, desde o dia 13 de maio, "a região que mais testes realiza".

Este é o momento de trabalho de terreno, vincou António Lacerda Sales, referindo que é o momento de "não ignorarmos os números, mas [também] de não nos deixarmos derrotar por eles".

Passada a palavra à diretora-geral da Saúde, Graça Freitas deixou saliente a mensagem de que, desde o início da pandemia, "houve uma grande coerência nas medidas preventivas da DGS". Esta afirmação surge depois de alguns comentários, inclusive hoje de manhã pela parte do líder do principal partido de oposição, de que a autoridade de saúde "nunca teve uma linha de conduta".

"Desde o início da pandemia que a Direção-Geral da Saúde fez o seu papel técnico-normativo de acordo com o que era evidência cientifica à data. Recordo aqui que, desde o início, faziam parte quatro grandes medidas: o distanciamento físico, a higienização das mãos, a etiqueta respiratória e aconselhamos sempre a limpeza de superfícies", reiterou, acrescentando que "há medida que foi havendo mais conhecimento" e ficou consolidado o uso das máscaras, "passou a ser recomendada a utilização complementar, repito, complementar, das máscaras".

"Não fossem estas medidas, não tínhamos tido uma evolução tão moderada como tivemos", apontou, referindo que "a coerência nas medidas de saúde pública" estiveram sempre presentes. 

'App' para controlar vírus?

"Como sabem, a nível de academia já estavam a ser desenvolvidos protótipos, mas quero dizer que os serviços partilhados do Ministério da Saúde têm toda a capacidade tecnológica para desenvolver uma aplicação", começou por explicar Graça Freitas. "Será voluntário, claro", acrescentou.

"Obviamente, há uma parte muito importante que são as regras de utilização, portanto, é uma questão que é mais sofisticada do que apenas ter uma app, que tem de ser utilizada com certas regras. Do ponto de vista tecnológico, são soluções relativamente fáceis".

As aplicações são discretas quanto aquilo que é a sua eficácia, mais do que dar alertas, permite-nos, quando fazemos o rastreamento, sabermos que tal pessoa, que testou positivo, esteve em contacto com um número de pessoas. Isso permite-nos fazer, de imediato, uma determinação e poupar tempo", complementou Rui Portugal, Coordenador do Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo.

"Ocupação média dos transportes é entre 40 e 45%"

Questionado sobre a criação de mais transportes, António Lacerda Sales referiu que os transportes circulam com "uma taxa de ocupação média entre 40 e 45%", sendo que há episódios de "sobrelotação".

O Secretário de Estado da Saúde divulgou ainda que está a decorrer hoje uma reunião para serem tomadas medidas pela tutela relativamente a esta matéria, mas que, às vezes pensamos que a solução é a existência de "mais transportes" , mas que "é importante perceber também as medidas que têm sido tomadas, como as de limpeza", apontando que "há mais de 700 pessoas" a trabalhar na limpeza destes transportes.

Público na Champions em Lisboa? "Nesta fase, obviamente que não"

A disputa da Liga Champions em Lisboa foi um dos temas abordados na conferência de hoje, sendo que pairou a questão de se este será um jogo aberto ao público.

"A segurança de todos é o mais importante", começou por referir António Lacerda Sales, indicando que "tendo em conta a situação atual pandémica, não, obviamente que não" terá público. "Não posso antecipar o futuro, mas nesta fase, obviamente que não", assegurou.

"41 infetados e um óbito no Lar de São Domingos de Rana"

Sobre a situação no Lar de São Domingos de Rana, Rui Portugal confirma que "há 41 residentes que testaram positivo, dos quais 6 estão internados, e que há a lamentar um óbito, que ocorreu no hospital"

"É evidente que ainda estamos vulneráveis"

Numa questão colocada pelo Notícias ao Minuto sobre se o "milagre português" terá chegado ao fim, António Lacerda Sales admite: "Nunca nos consideramos bestiais, tal como agora não nos consideramos o oposto."

"O que fizemos foi proteger o SNS através de um comportamento individual e coletivo responsável. É evidente que ainda estamos vulneráveis, será assim até que exista uma vacina ou imunidade de grupo. O balanço certo estará na capacidade de encontrarmos um equilíbrio entre as medidas restritivas e o apoio à retoma social e económica. É neste balanço que queria centrar este reforço, o tempo presente e o futuro é de ação no terreno e de eficácia".

Acompanhe aqui a conferência:

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