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Detetadas "600 mutações" do novo coronavírus em Portugal (face a Wuhan)

Conferência conta com o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e com o presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida.

Detetadas "600 mutações" do novo coronavírus em Portugal (face a Wuhan)

Após a revelação dos mais recentes dados da Covid-19 em Portugal, esta quinta-feira - mais oito mortos, 331 novos casos e 244 recuperados nas últimas 24 horas, - começou a conferência diária da Direção-Geral da Saúde (DGS). Conta com o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e com o presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida.

Depois de reiterar os dados revelados, o secretário de Estado da Saúde revelou que, atualmente, a taxa de letalidade global é de 4,3% e a acima dos 70 anos de 17,3%. Dos casos ativos, "temos 96,2% a recuperar no domicílio, 3,8% estão internados, sendo que 0,5% em Unidade de Cuidados Intensivos e 3,3% em enfermaria". 

"Temos hoje quase 493 mil utentes inseridos na plataforma Trace Covid, a ferramenta que permite a vigilância de casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 em Portugal", revelou António Lacerda Sales, acrescentando que estes "são ou foram seguidos por mais de 73.500 profissionais de saúde com acesso" a esta. Neste momento, em vigilância clínica, encontram-se "cerca de 15.500 pessoas no nosso país". 

O governante deu ainda conta dos dados relativos à reserva de equipamentos de proteção individual, afirmando que esta "está estável". "Temos, por exemplo, mais de 30 milhões de máscaras cirúrgicas e mais de 6 milhões de máscaras FFP2", assegurou. 

Reiterando que os esforços estão a ser feitos nos rastreios nas empresas da Grande Lisboa, referiu que "até à meia-noite de ontem foram feitas cerca de 9 mil colheitas de amostras biológicas nestas" e "hoje estão previstas 5 mil colheitas"

Detetadas 600 mutações do vírus em Portugal

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) analisou, até à data, "cerca de 800 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em 116 concelhos, tendo detetado 600 mutações", sublinhou Lacerda Sales.

"Estas mutações são significativas, mas têm de ser vistas num enquadramento e são mutações em relação ao vírus inicial de Wuhan", começou por explicar Fernando Almeida, presidente do Conselho Diretivo do INSA. "Quer dizer que, em média, cada novo vírus tem uma mutação, alguns até têm mais, por semana. É natural que este número, que não tem nada de significativo - em termos de investigação é que o tem - permite-nos perceber até que ponto há uma variabilidade e é isto que estamos a fazer".

Mas há já "uma certeza" a transmitir. A "maioria destes vírus - cerca de 90% - estas mutações são todas iguais à grande maioria na Europa e pertencem todas ao mesmo grupo genético". 

Inquérito serológico "já está no terreno"

Fernando Almeida frisou ainda que o inquérito serológico à população "já está no terreno", com a colaboração de hospitais e da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, tendo começado no dia 25 e "estima-se que vá até dia 11 ou 12 de junho, dependendo das dinâmicas".

"Muitas das pessoas têm contactado o INSA, e é um bom sinal, oferecendo-se para fazer o teste serológico. Como devem perceber não pode ser assim, porque as amostras são representativas e estratificadas e têm de obedecer a uma certa lógica de todo o país", esclareceu, avançando que "também vamos fazer com crianças". 

Os primeiros resultados preliminares estão previstos para "a primeira ou segunda semana de julho". O estudo vai ser repetido "cinco meses depois" e depois de três em três meses é feito "o seguimento" para perceber como se processou a imunização. 

Grande Lisboa? "Estamos focados nas empresas e em situações concretas"

Relativamente aos rastreios na Grande Lisboa, "foi definido um plano" para esta região. "O resto do país está estável [...] e, portanto, em termos de rastreios, estamos focados, neste momento, nas empresas da região de Lisboa e nas situações concretas de Lisboa e Vale do Tejo", destacou Graça Freitas. No resto do país está a ser acompanhado e se necessário será feito mas "não está equacionado para já". 

Questionada sobre a possibilidade de visitas a pessoas em Hospitais, a Diretora-Geral da Saúde disse que "vamos esperar mais uns dias para ver como evolui a situação em Lisboa" e se esta tem ou não reflexos no resto do país. "Depois serão emitidas orientações para permitir, como fizemos nos lares, nas prisões, que existam também visitas a doentes internados".

Ainda sobre a testagem, Lacerda Sales frisou que "o foco é LVT" e que "50% dos testes do SNS foram feitos" nesta região, no passado dia 2 de junho. No Norte, a segunda região, foram realizados 28% dos testes. 

Fronteiras. "Esse tipo de questões depende de uma articulação"

Relativamente à questão das fronteiras, esta "ainda não está definida". "Esse tipo de questões depende de uma articulação" dos nossos ministros com os de Espanha e, "com certeza não haverá nenhuma decisão sem a acordância de todas as partes", disse o secretário de Estado da Saúde.

Recorde-se que o ministro dos Negócios Estrangeiros português manifestou-se hoje "surpreendido" com o anúncio por Espanha de uma reabertura da fronteira comum a 22 de junho e sublinhou que quem decide sobre a reabertura da fronteira portuguesa "é naturalmente Portugal".

Veja aqui a conferência: 

Consulte os mapas da evolução da pandemia do novo coronavírus em Portugal e no resto do mundo.

[Última atualização às 14h04]

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