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"Nem mais um cêntimo para a Europa do sul", escreve revista holandesa

Revista conservadora 'Elsevier Weekblad' ilustra a capa desta quinta-feira com um cartoon que traz novamente à liça o posicionamento de alguns países na União Europeia, Holanda incluída, sobre os países do sul.

"Nem mais um cêntimo para a Europa do sul", escreve revista holandesa

"Nem mais um cêntimo para os países da Europa do sul". É esta a capa da revista holandesa conservadora 'Elsevier Weekblad' desta quinta-feira e que surge ilustrada com um cartoon que traduz o estereotipo entre os países do sul e os países do norte da Europa. 

Na imagem caricaturial, uns surgem como trabalhadores (na parte superior do desenho, ou seja, os do norte), outros no lazer (na parte inferior, correspondente aos países do sul. A representação da mulher e a taça de vinho na mesa em frente ao homem que surge na caricatura espelha uma imagem que, aliás, não é nova). 

O artigo da revista surge depois de a Comissão Europeia ter anunciado o fundo de recuperação económica de 750 mil milhões de euros para responder à crise causada pela pandemia na União Europeia. 

A publicação critica Macron e Merkel que, na semana passada, propuseram 500 mil milhões em apoios para recuperação pós-Covid-19 dos países mais afetados, sobretudo os do sul. "Os fatos mostram que isso é perverso", pode ler-se no artigo que entende tal proposta como "uma transferência de dinheiro do norte para o sul da Europa". 

Reagindo à capa da revista holandesa, o eurodeputado do Bloco de Esquerda  José Gusmão comenta: "Nada contra os holandeses. Tudo contra racistas. Outro cartoon possível seria a imagem da direita". O bloquista acompanha o comentário com um gráfico relativo ao número médio de horas que cada país trabalha semanalmente, ocupando a Grécia o topo, Portugal o segundo lugar e Espanha o terceiro, acima da média europeia. 

Portugal poderá arrecadar 26,3 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos no âmbito do Fundo de Recuperação da União Europeia (UE), que ascende a um total de 750 mil milhões de euros e que se destina a minimizar os efeitos económicos e sociais provocados pela pandemia de covid-19.

No âmbito deste novo fundo apresentado pela Comissão Europeia, Portugal poderá ter acesso a um total de 15,5 mil milhões de euros em subvenções (distribuídas a fundo perdido) e a 10,8 mil milhões de euros sob a forma de empréstimos concedidos em condições favoráveis.

Os países mais afetados pela pandemia de covid-19, Itália e Espanha, poderão receber, respetivamente, 172,7 mil milhões de euros (81,8 mil milhões de euros em subsídios e 90,9 mil milhões em empréstimos) e 140,4 mil milhões de euros (77,3 mil milhões de euros em subsídios e 63,1 mil milhões em empréstimos).

Os subsídios a fundo perdido serão canalizados através de quatro canais, três dos quais novos: o REACT EU (nova iniciativa de apoio à coesão), a Ferramenta de Recuperação e Resiliência, o novo Fundo para uma Transição Justa e através do Desenvolvimento Rural.

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