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Marcelo agradece acolhimento de sem-abrigo durante pandemia da Covid-19

O Presidente da República agradeceu hoje às instituições que têm acolhido sem-abrigo neste período de pandemia de covid-19 e disse esperar que as coletividades de cultura e recreio possam reabrir o mais rapidamente possível.

Marcelo agradece acolhimento de sem-abrigo durante pandemia da Covid-19

Marcelo Rebelo de Sousa deixou estas mensagens durante uma visita ao Liberdade Futebol Clube, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, onde há cerca de dois meses foi aberto um espaço de acolhimento de pessoas em situação de sem-abrigo através de um protocolo com a câmara municipal.

Segundo o chefe de Estado, "não há palavras para agradecer àquelas entidades que mantiveram estes espaços e vão manter ainda até ao final de julho". Neste caso, referiu que "foi aberto um espaço que chegou a acolher 40 pessoas e que fez a diferença" para evitar que as pessoas sem-abrigo ficassem "ainda mais desabrigadas".

Com a sua presença neste clube de Almada, no dia do seu centenário, o Presidente da República quis também dar um sinal "de solidariedade em relação às coletividades de cultura e recreio, e de agradecimento, porque a democracia não é só ir votar de tantos em tantos anos, é praticá-la todos os dias em coletividades como esta".

"Eu como Presidente da República preocupo-me com as coletividades de cultura e recreio, que estão paradas por causa da pandemia. Vou receber para a semana a entidade federativa que reúne essas várias entidades, porque isto significou um prejuízo nacional de quase 400 milhões de euros", declarou.

O Presidente da República acrescentou que espera que, "à medida que vá correndo o desconfinamento, seja possível, daqui por umas semanas, um mês, mês e meio, estas coletividades voltem à sua atividade, não plena, mas o mais rápido que seja possível".

"São muitos milhares, mesmo dezenas de milhares de coletividade, portanto, imaginam quantos associados, por todo o país, e que estão paradas. Isso significa, no fundo, uma pobreza do tecido social, porque não se imagina o que é para a vida das comunidades, o que elas podem fazer aqui nomeadamente pelo desporto, mas pela ação social, pela cultura, pela saúde, pela solidariedade social", realçou.

Em relação aos sem-abrigo, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que "num momento em que subia a infeção, subia a contaminação, não era possível sequer a distribuição de refeições pelas equipas que tradicionalmente o faziam" e por isso "foram abertos estes espaços, 14, um pouco por todo o país" para os acolher.

Antes de cantarem os parabéns ao Liberdade Futebol Clube e soprarem as velas - não soprando, mas abanando as mãos para evitar a propagação da covid-19 - a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, eleita pelo PS, elogiou o Presidente da República por estar "sempre tão atento, tão sensível a estas causas".

Em seguida, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou a sua experiência como autarca: "Foi a parte mais bonita da minha vida política, porque se está junto do povo".

"Eu faço um esforço como Presidente da República para também estar, mas normalmente quem tem funções executivas nacionais mais distantes, ou mesmo representativas, não está tão próximo como está o autarca. O autarca está todos os dias, acorda com alguém a bater-lhe à porta e pedir isto, aquilo e a protestar", justificou.

O chefe de Estado mostrou conhecer a história do Liberdade Futebol Clube, fundado em 28 de maio de 1920, que "resistiu à ditadura" e foi "pioneiro no andebol de onze, no andebol de sete" e também "no futsal, nos anos 50", atualmente com 300 sócios, e apontou-o como "um exemplo do que é verdadeiramente a solidariedade e o espírito cívico".

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