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  • 06 JUNHO 2020
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"O país está mais pronto agora e precisa de iniciar a reativação faseada"

A Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde realizaram, esta sexta-feira, a conferência diária de atualização da evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal.

"O país está mais pronto agora e precisa de iniciar a reativação faseada"

"O país está mais pronto agora e precisa de iniciar a reativação faseada da vida económica e social e esse sucesso continua a depender de nós", considerou Marta Temido, esta sexta-feira, na conferência de imprensa habitual relativa à evolução do surto da Covid-19 em Portugal.

Na sequência da não renovação do Estado de Emergência em Portugal, que dará lugar ao Estado de Calamidade, a governante deixou um "apelo ao recolhimento e ao cumprimento das regras que vão sendo divulgadas" pelas autoridades de saúde.

A tutela continua a pautar a sua atuação por dois objetivos, designadamente "reduzir a mortalidade e a gravidade da Covid-19 e manter a transmissão ao nível considerado aceitável, com o risco de transmissão relativamente contido. Vamos continuar a adotar medidas para controlar a transmissão do vírus", assegurou.

Nesta fase de desconfinamento, "continuaremos a focar a nossa ação em locais de maior risco" e, acrescentou a ministra da Saúde, é mantida em "constante preparação a reserva estratégica de material de proteção individual, equipamentos e meios humanos" para fazer face a um eventual aumento exponencial de casos. 

Será ainda mantido "o empenho e o esforço do sistema de vigilância epidemiológica para analisar a incidência de novos casos, de óbitos e de internamentos", sem esquecer o foco "nas medidas de contenção e de mitigação" para que estas "possam ser o mais precisas possível. Esse é o desafio dos próximos tempos.

"A nossa expectativa é que consigamos garantir o abastecimento constante dos EPI"

Anunciou, na quinta-feira, o primeiro-ministro que, nesta nova fase, passará a ser obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em determinadas circunstâncias. Ora, Marta Temido reiterou, nesta conferência de imprensa, que "a utilização das máscaras não deve fragilizar as restantes medidas que temos de manter o mais possível", tais como o distanciamento social e a higienização das mãos. 

Nos casos em que "as pessoas tenham de frequentar espaços fechados, é recomendada a utilização de máscaras e há casos em que será obrigatória", prevendo-se "uma coima para a sua não utilização". Com efeito, garantiu a ministra que têm sido feitos "todos os esforços no sentido de disponibilizar estes equipamentos de proteção individual (EPI)" e há grandes superfícies e farmácias "que já os têm disponíveis. A nossa expectativa é que consigamos garantir o abastecimento constante dos EPI". 

Testes à Covid-19 de 45 minutos

Em Portugal, a estratégia de realização de testes "mantém-se em alinhamento com a utilização do 'real time PCR'. Com efeito, de acordo com Marta Temido, "há alguns hospitais que têm equipamentos que permitem a realização de testes mais curtos, de 45 minutos", sendo que a tutela procura "distribuir essa capacidade de testes mais rápidos" por outras unidades. 

A primeira distribuição, precisou a governante, foi feita em hospitais do Norte onde não havia capacidade de testagem. Nesta distribuição foram ainda incluídas unidades de saúde que já tinham essa capacidade, como o IPO e o Hospital de São João, mas "onde a premência de obter resultados é particularmente relevante para a celeridade da atividade

Ainda no âmbito da realização de testes, Graça Freitas, que marcou igualmente presença na conferência de imprensa, esclareceu que, em Portugal, as normas adotadas vão de encontro às diretivas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e às considerações de um conjunto de especialistas.

O CDC "separa dois tipos de doentes, os que têm sintomas muito ligeiros ou moderados e ficam sempre em casa", e que se considera que "têm menor carga viral", dos que "têm sintomas mais graves e precisam de ir para o hospital. Estes carecem de dois testes negativos". Esta é uma situação diferente "de quem fica em casa, em que as partículas virais são menores do que num doente internado".

A diretora-geral da saúde precisou ainda que "há estudos que indicam que essas partículas virais não contêm capacidade de replicação do vírus e é com base nestes estudos que alguns países já nem fazem testes a estas pessoas que ficam em casa. Em Portugal, por uma medida de precaução, decidimos manter um teste 14 dias depois da data de início dos sintomas. Estamos a funcionar de acordo com regras internacionais, mas ainda com mais precaução".

Recorde aqui a conferência de imprensa: 

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