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Criminalidade cai para metade desde o início do Estado de Emergência

PSP registou cerca de metade dos crimes em relação ao mesmo período de 2019. Porém, burlas e o abandono de animais dispararam.

Criminalidade cai para metade desde o início do Estado de Emergência

A pandemia do novo coronavírus trouxe um novo paradigma ao nosso país, com ruas praticamente vazias e milhões de portugueses em casa para combater a propagação deste vírus que já vitimou milhares um pouco por todo o mundo.

De modo a tornar este confinamento ainda mais apertado, o Governo decidiu encerrar as escolas, o Presidente da República declarou o Estado de Emergência a 18 de março pela primeira vez em quase 45 anos - e entretanto já renovado - as fronteiras e a circulação nas estradas estão condicionadas, e todas estas medidas tiveram um reflexo na criminalidade.

De acordo com dados enviados pela Direção Nacional da PSP às redações, a criminalidade em zonas urbanas, nas quais atuam os agentes da PSP, reduziu para cerca de 56%, com menos 5.258 crimes registados, números muito diferentes dos registados entre 13 e 31 de março de 2019. 

O mesmo documento revela que, no mesmo período, existiu uma diminuição da criminalidade violenta a grave na ordem dos 42%, com menos 218 crimes registados.

No que diz respeito aos crimes com decréscimo mais acentuado, destaca-se a redução das ofensas à integridade física simples, ou seja agressões, com menos 68% (o que equivale a menos 470 crimes) e de roubo na via pública, com um decréscimo de 62%, com menos 167 registos. Também caiu o furto em veículo motorizado, com uma redução de 57% (menos 459 crimes), o furto em residência com arrombamento, escalamento ou chave falsa, com menos 62% (redução de 146 ocorrências) e o furto por carteirista, que baixou 91% (com menos 427 casos do que em igual período de 2019).

As queixas por violência doméstica também caíram 38%, com menos 336 ocorrências (quebra de 15% na totalidade do mês).

Contudo, houve, por outro lado, outros crimes que aumentaram consideravelmente nestas três semanas analisadas pela Direção Nacional da PSP: a burla com fraude bancária (mais 31 casos, o que corresponde a um aumento de 67,4%), o furto em edifícios não residenciais, com mais sete casos (ou seja mais 16%) e também o abandono de animais de companhia. No ano anterior, a PSP não tinha registado qualquer queixa deste crime, mas nestas três semanas a polícia recebeu uma dezenas de casos, um que equivale a uma subida de 100%.

No que concerne à sinistralidade rodoviária, na mesma janela temporal e com a mesma base na comparação com o mesmo período no ano passado, a PSP registou-se um decréscimo de 49%, correspondente a menos 1236 acidentes, menos 5 vítimas mortais, menos 5 feridos graves e menos 456 feridos ligeiros.

A PSP revela ainda que entre 13 e 31 de março concretizou ainda a detenção de 55 cidadãos por desobediência e procedeu ao encerramento de 226 estabelecimentos. Foram ainda realizadas 2.825 operações no quadro do estado de emergência, tendo sido controladas mais de 35.000 pessoas e cerca de 54.000 veículos e respetivos ocupantes.

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