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Covid-19: Associações de Pais de Gaia querem manter escolas fechadas

A Federação das Associações de Pais do Concelho de Gaia (FEDAPAGAIA) considerou hoje "fundamental" que as escolas se mantenham fechadas até ao final do ano letivo, para evitar um "contraciclo" nas medidas implementadas para conter a pandemia de covid-19.

Covid-19: Associações de Pais de Gaia querem manter escolas fechadas
Notícias ao Minuto

12:32 - 06/04/20 por Lusa

País FEDAPAGAIA

"Esperamos que não haja a veleidade ou a expectativa de voltar a colocar os alunos nas escolas quando ainda se desconhece se o surto epidemiológico está ou não a abrandar. Ficamos muito preocupados ao ver o senhor primeiro-ministro considerar que em maio se poderá reavaliar a situação. Tememos um contraciclo das medidas de contingência. As escolas devem permanecer fechadas", referiu à agência Lusa o presidente da FEDAPAGAIA, José Cardoso.

Numa nota publicada na rede social Facebook, esta federação, que junta 86 associações de pais das mais de 100 escolas de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, diz estar "confiante que estas são as medidas que melhor salvaguardam a segurança e também as aprendizagens" das crianças e jovens, razão pela qual decidiu escrever uma "carta aberta às autoridades competentes", documento dirigido ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

"Não poderemos aceitar um retorno à escola presencial sem que estejam garantidas as condições de segurança para todos. Não faz para nós sentido que alguns alunos rumem às escolas enquanto que outros ficam em casa para sua proteção. Ou há condições para todos ou nenhum deverá sair de casa", lê-se na publicação.

A FEDAPAGAIA diz estar a acompanhar as medidas criadas pelo Ministério da Educação e aplaude a "adaptação" que "a generalidade dos professores tem demonstrado" para "enfrentar os desafios atuais de um ensino à distância", frisando que "as escolas devem manter-se fechadas".

"Somos inflexíveis nessa ideia. O ensino deve decorrer à distância. As notas do segundo período podem servir de referência às notas do terceiro [período] ainda que seja inevitável e essencial manter os alunos ativos e em contacto direto com as disciplinas, mas à distância", acrescentou José Cardoso.

Para o dirigente, "se nesta altura não há condições para um regresso normal às escolas, o mesmo se aplica aos meses de maio e de junho", e "o mesmo se aplica aos alunos de 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade".

"Não compreendemos a hipótese de abrir para o secundário só por causa dos exames nacionais. O ministério tem de encontrar soluções. Se as escolas estão fechadas para evitar ajuntamentos e contacto, isso aplica-se aos graus de ensino todos", defendeu o presidente da FEDAPAGAIA.

Na carta dirigida à tutela, a federação de Gaia refere que "a maior parte das famílias, apesar de todos os constrangimentos, conseguiram articular a sua vida profissional (exercida a partir de casa) com o apoio aos filhos", mas aproveita para deixar alguns alertas, considerando que "a tentação de se transferir a escola para casa dos alunos é perigosa".

"Numa conjuntura excecional, o ensino à distância será, certamente, admissível e desejável, mas sempre como solução a curto prazo, devendo a sua adoção ser levada a cabo com a consciência das suas limitações e dificuldades de implementação", adverte a FEDAPAGAIA, considerando "absolutamente necessária a dedicação dos professores para reinventarem a metodologia de exposição dos conteúdos programáticos, reinventando também as formas de motivação e avaliação dos seus alunos".

A FEDAPAGAIA sugere, por exemplo, que se aproveite este momento para pensar no "emagrecimento dos conteúdos curriculares" e se reflita sobre "a mancha horária semanal prevista para o 3.º período, sobretudo se se mantiverem as medidas de confinamento e teletrabalho".

"É necessário, nesta fase tão crítica para os alunos, e que se agravará quanto maior for o tempo em que a ela estejam sujeitos, articular o apoio psicológico ao nível dos Agrupamentos e Escolas. É fundamental encontrar soluções para os alunos do ensino especial, particularmente vulneráveis neste contexto", são outras das reivindicações da federação.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Em Portugal, de acordo com balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, há registo de 311 mortes associadas à covid-19, mais 16 do que no domingo, e 11.730 infetados (mais 452).

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