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"Até que haja uma vacina não podemos ficar descansados"

Decorreu, no Ministério da Saúde, a conferência de imprensa diária relativa à atualização da evolução da Covid-19 em Portugal.

"Até que haja uma vacina não podemos ficar descansados"

A ministra da Saúde e a diretora-geral da Saúde realizaram, este domingo, uma conferência de imprensa, onde foi feito o ponto de situação da evolução da pandemia do novo coronavírus em Portugal. Marta Temido revelou que foi registado um aumento de "792 casos confirmados, um crescimento de 15% face ao dia anterior"

Quanto à taxa de letalidade, situa-se agora nos "2%, ligeiramente superior em relação à última referida". Este valor sobe para os 8,1% no caso das vítimas mortais com mais de 70 anos. 

Precisou a governante que o jovem de 14 anos que morreu num hospital da Feira estava infetado com Covid-19, pese embora a causa da morte ainda esteja em investigação. "É um caso que não está ainda refletido no boletim" deste domingo. 

Relativamente a este caso, detalhou Graça Freitas que se tratava de uma "situação complexa", referindo-se sobretudo à evolução do quadro clínico nas últimas 24 horas. Apesar de o jovem ter testado positivo para o novo coronavírus, "a sintomatologia com que foi admitido pode indiciar outro tipo de patologia. Portanto, temos de ter reserva na análise da situação. Tem Covid-19, mas isso não impede que tenha outras patologias infeciosas graves que estão a ser investigadas. Além disso, tinha um quadro base que poderia levar a alguma imunossupressão". 

A ministra com a pasta da Saúde recordou ainda as projeções avançadas no sábado, de que o planalto da infeção se registará, ao que tudo indica, no final de maio, mas vincou que "esta estimativa é atualizada diariamente e reflete não só o impacto das medidas tomadas pelo Governo, mas [também] a capacidade de as respeitarmos". Continua a ser esperado um "número muito elevado de infetados" e, por isso, a ministra apelou ao esforço "de todos". 

O foco da atenção das autoridades centra-se hoje nos lares de idosos, público ou privados, e é "urgente que se preparem e respondam disciplinadamente perante um caso suspeito. As direções técnicas têm um papel fundamental" e devem respeitar as orientações da DGS. Estas direções devem ainda garantir "que os trabalhadores estão organizados por equipas". Antes de cada turno, estes funcionários devem medir a temperatura corporal e garantir "as medidas básicas de higiene". 

Perante um caso suspeito numa destas estruturas "é preciso saber o que fazer nesta situação", como usar máscara e isolar o doente num local onde este fique confortável. A direção técnica, por sua vez, deve alertar a autoridade de saúde local. 

Já percebemos que é um vírus muito inteligente

Na passada quinta-feira, altura em que entrou em vigor a fase de mitigação, foi alterada a abordagem ao doente Covid-19 e "esse novo modelo de abordagem tem também sustentação numa aplicação informática. O 'Trace Covid' permite o registo de todos os utentes e o seu seguimento durante a doença. Esta [plataforma] está a ser melhorada e afinada". 

Planalto de Covid-19 em Portugal

Apesar de estar previsto para o final de maio, pode ocorrer "um bocadinho antes ou um bocadinho depois". Esta dinâmica do vírus "é revista diariamente", indicou a diretora-geral da Saúde, acrescentando que esta situação "não vai durar uma quinzena; poderá durar meses".  Até  haver uma vacina, "todos nós, com o Ministério da Saúde, vamos tentar baixar o trabalho e a pressão do vírus, que vai tentar replicar-se entre as pessoas. Já percebemos que é um vírus muito inteligente".  

Como ressalvou Graça Freitas, "não estamos a terminar nada, estamos apenas a iniciar um percurso. Depende de nós controlar a atividade de um vírus extremamente inteligente e agressivo. Não podemos desmobilizar. Até que haja uma vacina não podemos ficar descansados". 

Numa fase precoce, a realização do teste permite encontrar casos positivos de Covid-19 em pessoas que "não têm sintomas. Serve para identificar precocemente um caso positivo, mas não serve para descansar os casos que foram negativos. Fazer testes isoladamente não resolve o problema. Não tenhamos a ilusão que basta fazer testes", indicou Graça Freitas quando confrontada com o facto de a autarquia da Maia estar a testar os idosos residentes em lares. 

Reveja aqui a conferência de imprensa: 

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