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Maia abre centro de rastreio para casos "sinalizados" pelas autoridades

O centro de rastreio móvel Covid-19 da Maia abre hoje junto ao Estádio Municipal para testar "profissionais das unidades de saúde do concelho", passando depois a atender, "por agendamento", pessoas "sinalizadas" para o despiste, revelou fonte do município.

Maia abre centro de rastreio para casos "sinalizados" pelas autoridades

"Apenas vão ser atendidos os casos sinalizados pelas autoridades de saúde, o acesso vai ser controlado pela Polícia Municipal, o controlo é feito através da matrícula da viatura e é tudo feito por agendamento, para evitar filas", descreveu à Lusa fonte da autarquia que, na terça-feira, revelou ter colocado a hipótese, junto da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), de "ser decretado o estado de calamidade no concelho e criado um cordão sanitário".

Quanto aos resultados dos testes que vão ser feitos no centro de rastreio da Maia, instalado na "circular do Estádio Municipal", são conhecidos "após 24 horas" e "comunicados sempre, sejam negativos ou positivos, por email ou mensagem de telemóvel", acrescentou fonte da Câmara.

Este centro de rastreio é uma parceria entre a Câmara da Maia, o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Maia-Valongo, as Autoridades de Saúde e o laboratório Synlab.

O boletim divulgado na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) coloca o concelho da Maia no terceiro lugar de total de casos confirmados positivos covid-19 com 104 infetados, atrás de Lisboa (175) e Porto (126), e antes de Vila Nova de Gaia (68).

Em comunicado, a Câmara da Maia revelou que o presidente, António Silva Tiago, "evocou a possibilidade de ser decretado o estado de calamidade no concelho e a instituição de um cordão sanitário, mas o principal responsável da Administração [Regional] de Saúde do Norte revelou que a situação da Maia não é diferente da maioria dos concelhos do Norte e do país".

"Acresce que um cordão sanitário se justifica, do ponto de vista técnico, quando se está perante uma transmissão comunitária, não havendo dados, neste momento, que isso se verifique na Maia, onde estão identificadas as cadeias de transmissão do vírus", referiu a autarquia, revelando que Silva Tiago "exigiu explicações ao presidente da ARS-Norte, solicitando indicações quanto às medidas a tomar".

A Lusa contactou a ARS-Norte sobre este caso, mas não obteve ainda resposta.

O Tribunal Judicial da Comarca do Porto anunciou na terça-feira que decidiu encerrar o edifício do concelho da Maia onde foi confirmado um caso positivo covid-19, admitindo que "existe alarme geral" naquele núcleo.

De acordo com o Tribunal Judicial da Comarca do Porto, a situação foi comunicada às autoridades de saúde da Maia, tendo sido remetida à delegada de saúde local "lista com nome e contactos próximos, bem como dos contactos ocasionais" da oficial de justiça que testou positivo para o novo coronavírus, a qual, continua a nota do tribunal, "encontra-se em observação e sujeita a cuidados médicos".

Em Portugal, há 33 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito na terça-feira pela DGS, que regista 302 novos casos em relação a segunda-feira (mais 14,7%).

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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