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Covid-19: Máscaras dão "falsa sensação de segurança"

No briefing diário deste domingo, a ministra da Saúde e a diretora-geral da Saúde forneceram informações sobre a evolução do novo coronavírus.

Covid-19: Máscaras dão "falsa sensação de segurança"

Em Portugal, "80% dos casos confirmados são ligeiros e encontram-se em tratamento em casa e há 169 casos internados, dos quais 41 estão em cuidados intensivos", referiu a ministra da Saúde, Marta Temido, no briefing diário deste domingo, sobre a evolução do novo coronavírus.

Graça Freitas, que, como é usual, esteve presente na conferência de imprensa, afirmou que o uso de máscaras apenas dá uma "falsa sensação de segurança" e que o distanciamento social continua a ser uma das principais medidas a tomar. 

"O que é preciso garantir sempre, é o distanciamento social", salientou ainda a diretora-geral de saúde, sublinhando que evitar levar as mãos à boca e aos olhos é o principal.

"As máscaras - que nem sequer são impermeáveis - só dão a segurança de que, como tem um pano à frente da boca, pode falar mais perto de alguém. Não pode, os vírus vão passar na mesma", disse Graça Freitas, referindo-se às máscaras de tecido que têm vindo a ser feitas.

"Não use máscaras, tenha em atenção a contenção e o distanciamento social", reiterou.

Infetados com Covid-19 em dois lares no Norte e dois em Lisboa

"Tanto quanto sabemos, há quatro instituições que acolhem idosos com casos confirmados de Covid-19, duas em Lisboa e duas no Norte", asseverou a ministra da saúde.

Questionada sobre o caso do lar em Cavalões, Vila Nova de Famalicão, com 33 utentes, que está sem funcionários a trabalhar - depois de oito terem testado positivo para o novo coronavírus - Marta Temido referiu que se trata de uma "instituição privada" e que todos os lares devem ter "um plano de contingência"

"Preocupa-nos a circunstância que está a ocorrer concretamente em Famalicão, na medida em que estas instituições, que são instituições privadas ou IPSS, têm de ter um plano contingencia", que "tinham de ter pensado", seguindo informações divulgadas "há bastantes dias, para não dizer semanas", disse Marta Temido, dando como exemplo a necessidade de haver equipas a trabalhar em turnos ou de haver recursos humanos "de segunda linha" preparados para a possibilidade de serem acionados.

No entanto, a governante admitiu que esta gestão "é muito difícil", sublinhando que, muitas vezes, as entidades não têm meios disponíveis.

"O que é importante é que as cadeias de responsabilidade das instituições possam encontrar e agilizar com outras entidades soluções", vincou.

A ministra da Saúde referiu também que, nestes casos, o procedimento para a realização de testes de despiste vai depender "da melhor solução local", ou seja, tanto poderá ser o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a realizar as colheitas, como aconteceu hoje em Famalicão, como poderá ser um operador privado.

"É uma questão de proximidade, facilidade e rapidez dos resultados", afirmou Marta Temido.

Por sua vez, a Diretora-Geral da Saúde (DGS) lembrou que existe um "elo na comunidade muito importante", o delegado de saúde, que deve ser chamado a intervir nestas situações, avaliando o risco de exposição dos utentes e dos profissionais e selecionando a melhor "solução científica" de proteção.

Graça Freitas notou que existe ainda a chamada "opção de logística", que consiste em acionar "todas as forças da comunidade", como autarquias, proteção civil e paróquias, para que os doentes sejam tratados, na ausência de uma solução estruturada no plano de contingência.

Já sobre a possibilidade de reinfeção por parte de doentes, Graça Freitas esclareceu que tudo indica que há imunidade, mas que "não se sabe a duração dessa imunidade"

O último boletim divulgado, este domingo, mostra uma subida de 25% da curva epidemiológica, algo que "não é explosivo, mas nos deve deixar baixar a guarda". "É precoce, não me atreveria a prever, em três ou quatro dias, a dizer como vai ser a curva daqui para a frente", acrescentou a diretora-geral.

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