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Só um membro da tripulação deve contactar com suspeitos vindos de navios

A Direção-Geral da Saúde emitiu uma orientação para portos e viajantes via marítima por causa do novo coronavírus que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.

Só um membro da tripulação deve contactar com suspeitos vindos de navios

Na orientação publicada hoje, a DGS recorda que o Regulamento Sanitário Internacional 2005 define que "todos os portos designados devem desenvolver um plano de contingência para responder a eventos de saúde pública" e que estes planos devem seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as normas da DGS relativas à infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), que evolui para a doença Covid-19.

Neste âmbito, a orientação da DGS diz que, em casos suspeitos validados, apenas um membro da tripulação designado deve prestar assistência ao doente, que deve ser mantido isolado a bordo, com máscara cirúrgica.

Se o navio estiver atracado, a equipa do INEM poderá entrar no navio e assegurar o desembarque do doente para o transportar até ao hospital de referência, indica a orientação.

A DGS define ainda que, nestes casos, deve ser recolhida informação dos contactos próximos do caso suspeito validado (familiares, companheiros de viagem ou pessoas que prestaram auxílio) para posterior vigilância.

As mesmas medidas de segurança e higienização (isolamento e uso de máscara) são recomendadas a casos suspeitos nas instalações portuárias, interditando-se a área/espaço do porto onde o doente permaneceu (até ser encaminhado para a sala de isolamento), para posterior limpeza e desinfeção. Esta interdição só pode ser levantada pela autoridade de saúde.

A orientação da DGS define ainda que, após uma viagem com um caso confirmado a bordo de um navio, devem ser garantidos os procedimentos de limpeza e desinfeção, que a limpeza deve ser realizada por profissionais com formação e treino na utilização de equipamento de proteção individual (bata, máscara, touca, óculos com protetores laterais e luvas resistentes a químicos) e que não deve ser utilizado equipamento de ar comprimido.

Deve ainda ser reforçada a limpeza e desinfeção, principalmente nas superfícies frequentemente manuseadas corrimão e maçanetas de portas), especialmente aquelas mais próximas ao doente, com maior probabilidade de serem contaminadas.

A orientação da DGS recomenda ainda que a aplicação de desinfetantes seja precedida de limpeza, que o tratamento das roupas da cama/toalhas e louças usadas pelo doente siga regras próprias (já definidas pelas autoridades) e que os resíduos de risco biológico (incluindo toalhetes de mão, lenços de papel) sejam colocados em saco de plástico e armazenados em contentor rígido para posterior incineração.

Até hoje, o único caso conhecido de um português infetado pelo novo coronavírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

Em Portugal, a DGS registou 25 casos suspeitos de infeção, sete dos quais ainda estavam em estudo na quarta-feira à noite.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 33 mil recuperaram.

Além de 2.744 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Hong Kong e Taiwan. Na Europa, já se registaram mortes em Itália e em França.

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